Das 16 gestações concebidas com sucesso em todo o mundo, duas aconteceram em Hospitais de Granada, em Espanha. A técnica usada pelos especialistas espanhóis permite a conservação do útero, sem risco para a mulher, nem para o futuro do bebé.
Os profissionais médicos dos serviços de Obstetrícia e Ginecologia de ambos os hospitais paralisaram o crescimento do tumor – cujo único tratamento eficaz é a extração do útero – para que as pacientes pudessem engravidar e ser mães antes da histerectomia total.
O procedimento é caracterizado pela aplicação de um tratamento farmacológico com progestágenos, durante 3 a 6 meses, que detém o alastramento da massa cancerígena. 
Uma vez confirmado que o tumor não está em face de expansão, procede-se a uma técnica de fecundação para proporcionar a gravidez.
A técnica só está indicada para mulheres com menos de 40 anos com tumores bem localizados e de baixa malignidade. Nos dois casos realizados em Granada, as mulheres submeteram-se a fertilização in vitro.
 “Como conseguíamos ultrapassar todos os obstáculos e víamos que nos estávamos a dar bem com todo o processo, fomos dando pequenos passos até chegarmos onde chegámos”, disse Amanda Martínez, em declarações ao El País, que foi mãe em dezembro de uma menina de nome Amanda, como a mãe.
O tumor do colo do útero é pouco comum entre as mulheres com menos de 40 anos (só 4% dos casos são diagnosticados em mulheres jovens), escreve o El País.
Em todo o mundo, há 86 casos documentados que dão conta da aplicação deste tratamento, mas apenas 16 conseguiram proporcionar uma gestação completa.
SAPO Saúde

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