A operação decorreu em 24 e 25 de maio na zona de Thiaroye e “dezenas de embalagens e centenas de caixas” contendo vários tipos de medicamentos foram apreendidas.

“A rusga permitiu pela primeira vez aos agentes aduaneiros intercetar um veículo (…) cheio de pacotes suspeitos na terça-feira, 24 de maio de 2022, por volta das 04:00 da manhã [05:00 em Lisboa], em Thiaroye-Guédj, e prender duas pessoas, uma dos quais se apresentou como o proprietário do carregamento”, segundo um comunicado da alfândega.

De acordo com a mesma fonte, “uma verificação das embalagens revelou que se tratava de grandes quantidades de medicamentos cuja embalagem e humidade não deixavam dúvidas de que a mercadoria tinha sido transportada pela primeira vez por via marítima”.

O interrogatório dos dois acusados e as investigações subsequentes permitiram aos agentes localizar o armazém para onde a mercadoria seria levada, também em Thiaroye, e onde “várias caixas, sacos e outros recipientes de medicamentos” foram também descobertos.

Os bens apreendidos foram avaliados conjuntamente pela Direção de Farmácia e Medicamentos, pelo Colégio de Farmacêuticos do Senegal e pelo Sindicato dos Farmacêuticos Privados, que indicaram que se tratava de medicamentos contrafeitos.

Os medicamentos contrafeitos incluíam analgésicos, antiácidos, antisséticos, anti-inflamatórios, antidiarreicos, multivitaminas, antibióticos, injetáveis, antimaláricos, anti-anémicos e afrodisíacos, com um valor estimado de 1,15 mil milhões de francos CFA (mais de 1,7 milhões de euros).

Os serviços aduaneiros afirmaram que a investigação está em curso e reafirmaram a sua “determinação em combater o crime organizado transnacional em todas as suas formas”.

África é a região mais afetada pelo comércio de medicamentos contrafeitos, com 42% das apreensões globais efetuadas no continente africano, de acordo com o Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC).

Em algumas partes de África, mais de 30% dos medicamentos vendidos são produtos médicos de qualidade inferior ou falsificados.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os medicamentos contra a malária contrafeitos podem ser responsáveis por mais de 270.000 mortes por ano na África subsaariana.

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