De acordo com Graça Freitas, “até domingo às 19:00” eram “117 os casos suspeitos”. Quanto ao número de casos confirmados, a diretora-geral da saúde adianta que “subiu ligeiramente”, sem avançar com o número concreto. Os últimos números conhecidos apontam para 36 casos confirmados no Norte do País.

No entanto, hoje, em entrevista à RTP, a médica especialista em Saúde Pública Graça Freitas fala em cerca de 40 casos.

“Sabemos estes dados, porque são os médicos que fazem o diagnóstico que notificam [os casos] numa plataforma nacional e depois o laboratório Ricardo Jorge também notifica nessa plataforma” se as suspeitas se confirmam, explicou a responsável.

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Os últimos casos suspeitos conhecidos surgiram em Coimbra e Braga e estão todos relacionados com o surto que começou no Hospital de Santo António, no Porto, segundo a RR.

Profissionais vacinados

Por precaução, todos os profissionais de saúde do hospital de Braga vão ser vacinados contra o sarampo.

O último boletim emitido pela Direção Geral da Saúde, no domingo ao final do dia, indicava que o número de casos de sarampo confirmados em Portugal, na região Norte, era de 36, num universo de 87 casos suspeitos.

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Um comunicado divulgado pela DGS referia que até às 18:00 de domingo tinham sido reportados, na região Norte, 87 casos suspeitos de sarampo, a maioria dos quais com ligação ao Hospital de Santo António, no Porto.

"Dos 87 casos reportados, 36 foram confirmados laboratorialmente pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e 25 foram infirmados; os restantes 26 casos aguardam resultado laboratorial", segundo o comunicado, que indicava ainda que "todos os casos reportados são adultos, estando um internado em situação clínica estável".

Ainda segundo o último comunicado divulgado pela DGS, até às 12:00 de domingo foram administradas 890 doses de vacina VASPR (sarampo, papeira e rubéola) a profissionais do Hospital de Santo António.

No comunicado, a DGS recomenda que as pessoas verifiquem os boletins de vacinas e que, caso seja necessário, se vacinem contra o sarampo, recordando tratar-se de “uma das doenças infeciosas mais contagiosas podendo provocar doença grave, principalmente em pessoas não vacinadas”.

No caso de pessoas vacinadas, “a doença pode, eventualmente, surgir, mas com um quadro clínico mais ligeiro e menos contagioso”, enquanto as pessoas que já tiveram sarampo "estão imunizadas e não voltarão a ter".

A DGS aconselha ainda a “quem esteve em contacto com um caso suspeito de sarampo e tem dúvidas” que ligue para a Linha Saúde 24 (número 808 24 24 24).

Menos de dois anos depois de Portugal ser reconhecido oficialmente como estando livre de sarampo, o país depara-se com o terceiro surto da doença no espaço de um ano, depois de dois surtos simultâneos em 2017, que infetaram quase 30 pessoas e levaram à morte de uma jovem de 17 anos.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa causada por um vírus e é das infeções virais mais contagiosas.

Manifesta-se pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral cerca de um ou dois dias antes de surgirem erupções cutâneas, que inicialmente surgem no rosto.

A doença tem habitualmente uma evolução benigna, mas pode desencadear complicações como otite média, pneumonia, convulsões febris e encefalites. Pode ser grave e até levar à morte.

A vacinação é a principal medida de proteção contra o sarampo e neste caso até é gratuita e está incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV).

Segundo os dados de 2017, mais de 87% das pessoas que contraíram sarampo não estavam vacinadas.

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