"A farmácia do Hospital Amato Lusitano (HAL) já pediu e está a apetrechar-se com os comprimidos de iodo necessários, que virão de um laboratório austríaco", explicou o presidente da ULS de Castelo Branco, Vieira Pires.

O Movimento Ibérico Anti-Nuclear (MIA) tinha alertado para a necessidade de se disponibilizar pastilhas de iodo à população que está a 100 quilómetros da central nuclear espanhola de Almaraz.

Numa carta dirigida ao Governo, o MIA dava como exemplo o caso da Bélgica, país onde, por decreto governamental, foi decidido que todos os habitantes num raio de 100 quilómetros das centrais nucleares devem ser abastecidos de pastilhas de iodo com o objetivo saturar a tiroide em caso de acidente nuclear.

Questionado sobre a existência de condições por parte da ULS, para fazer face a um eventual incidente nuclear, Vieira Pires explicou à Lusa que esta unidade está integrada numa estrutura vertical da qual fazem parte a Proteção Civil, o Ministério do Ambiente e a Direção-Geral de Saúde (DGS)].

"Nós [ULS] limitamo-nos a dar os meios. Os meios que nos dizem respeito, como recursos humanos e medicação, temos" frisou.

Este responsável adiantou ainda que os comprimidos de iodo, para serem vendidos na farmácia do HAL, têm que estar registados na Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed). "Já estão [comprimidos de iodo] registados desde 2015 no Infarmed", concluiu.

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