O primeiro-ministro francês Edouard Philippe autorizou a abertura de "todos os comércios, à exceção dos cafés e dos restaurantes", a partir de 11 de maio, no âmbito do plano de desconfinamento progressivo que a França começa agora a implementar na tentativa de retomar a normalidade possível em pleno surto pandémico de COVID-19. Mas, apesar das apertadas normas de segurança impostas pelas autoridades do país, logo no primeiro dia foi grande o incumprimento, alerta a imprensa local.

Em Paris, em Bordéus e em Lyon, foram muitos os que aproveitaram o primeiro dia de liberdade condicionada para ir às compras mas, à entrada dos estabelecimentos comerciais mais concorridos, os aglomerados de pessoas foram notórios. A distância de dois metros não foi respeitada e, não sendo a máscara obrigatória, houve quem saísse à rua sem ela. Nas redes sociais, já circulam vídeos de funcionários de lojas e de compradores sem proteção facial e sem a separação recomendada.

A falta de civismo dos cidadãos está a ser fortemente criticada nas redes sociais. Apesar das condições climatéricas adversas, uma vez que choveu em várias regiões do país, a corrida aos estabelecimentos comerciais foi grande. "Foi mais para poder andar na rua e matar saudades do que para vir às compras", assumiu uma cliente de uma loja de lingerie ao canal de televisão Euronews. Para além da falta de máscaras e do desrespeito pela distância de segurança, também se viram muitos sem luvas.

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