Portugal está entre os dez países do mundo com a mais baixa
taxa de mortalidade de crianças até aos cinco anos, segundo o relatório anual
da UNICEF hoje divulgado, que sublinha as melhorias alcançadas a nível mundial.

“Há muito para celebrar. Mais crianças sobrevivem agora ao
5.º aniversário. O número global de mortes antes dos cinco anos desceu de 12
milhões, em 1990, para cerca de 6,9 milhões, em 2011. Todas as regiões
registaram reduções nas últimas duas décadas”, refere o diretor executivo da
UNICEF, Anthony Laque, no prefácio do relatório "Committing to Child
Survival: A Promise Renewed" ("Compromisso com a sobrevivência infantil:
Uma promessa renovada").

Na carta introdutória, Anthony Laque refere-se ao caso
português como um dos “exemplos notáveis”: Entre 1990 e 2011, a taxa de
mortalidade das crianças com menos de cinco anos, nascidas em Portugal,
diminuiu 77 por cento.

Em 1990, por cada mil nascimentos morriam 15 crianças com
menos de cinco anos. No ano passado, o número registado foi de três crianças
por cada mil, segundo os dados divulgados no documento.

As principais causas de morte registadas em 2010 foram
problemas neonatais (responsáveis por mais de metade dos casos registados),
maus-tratos (8%) e pneumonia (1%). Os restantes 38% referem-se a outras
situações não especificadas.

Portugal surge na lista da UNICEF referente aos dez países
com a mais baixa taxa de mortalidade registada no ano passado, com uma taxa de
3,4 mortes até aos cinco anos por cada mil nascimentos.

O primeiro país da lista (que inclui apenas países com mais
de 500 mil habitantes) é Singapura, com uma taxa de 2,6, seguida da Eslovénia,
Suécia, Finlândia, Chipre, Noruega, Luxemburgo, Japão e Portugal.

A lista dos dez melhores países termina com a Dinamarca, com
3,7 mortes em cada 1.000 nascimentos.

O diretor-geral da UNICEF sublinha que, entre 1990 e 2011,
Portugal é um dos países que fez “grandes progressos, reduzindo a mortalidade
infantil”.

13 de setembro de 2012

@Lusa 

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