Aqueles doentes precisam de antirretrovirais e de substitutos da heroína, como a metadona, atualmente bloqueados nos postos de controlo do exército ucraniano ou mantidos sob o controlo dos rebeldes pró-russos.

Os doentes “foram apanhados no fogo cruzado entre o Governo ucraniano e os combatentes pró-russos”, disse à agência noticiosa AFP Michel Kazatchkine, enviado especial da ONU para a Sida na Europa de leste e Ásia central, na abertura da oitava conferência sobre o VIH, que decorre até quarta-feira em Vancouver, no oeste do Canadá.

“Eu apelo aos Estados Unidos, Alemanha, França, Rússia e Ucrânia para agirem” e resolverem este problema urgente, declarou.

A situação de urgência é sobretudo apontada na região de Donbass e nas repúblicas separatistas autoproclamadas de Donetsk e de Lougansk, no leste do país.

Um quarto das pessoas infetadas pelo vírus da Sida na Ucrânia habitava nessas zonas, mas milhares fugiram, sublinhou Kazatchkine.

Os 8.000 seropositivos referidos são sobretudo toxicodependentes e são tratados com opiáceos em substituição da droga e com antirretrovirais para combater o VIH.

“Até meados de agosto, os estoques vão ficar completamente esgotados”, afirmou.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Ucrânia tinha oficialmente no início de 2014 cerca de 234.000 seropositivos com mais de 15 anos e enfrentava a pior epidemia de sida na Europa.

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