"Não existem médicos a menos. O grande problema é que hoje muitos dos jovens médicos que se formam acabam por partir para o estrangeiro, tendo em conta as condições de trabalho e o estatuto remuneratório que lhes atribuem. Podíamos dizer que, nos últimos tempos, Portugal perdeu cerca de 150 milhões de euros e alguns países receberam-nos a custo zero aquilo que custou ao país a formação desses médicos", disse Jerónimo de Sousa, após encontrar-se com o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), em Lisboa.

O líder do PCP condenou a "política desgraçada" que considera "beneficiar os privados" e "atingir os seus obreiros principais: médicos e enfermeiros", com "consequências dramáticas de saúde, particularmente para os que menos têm e menos podem" - "uma realidade que o ministro da Saúde se recusa a admitir".

"Saíram cerca de 2.000, recentemente, sem entrar um que fosse para uma missão importantíssima, designadamente nas urgências", apontou, referindo-se a assistentes operacionais. Jerónimo de Sousa previu que a situação vai continuar a agravar-se com o aumento da emigração e das reformas dos profissionais de saúde.

Segundo o secretário-geral comunista, houve uma "grande convergência de pontos de vista sobre as causas e efeitos do ataque ao SNS" com o bastonário da OM, José Manuel Silva, salientando, "neste período de inverno, a situação caótica nas urgências, o aumento significativo de mortos, a realidade social e económica" e a degradação das "condições de vida, particularmente os mais velhos e os mais pobres".

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