Carlos Cortes visitou hoje o Centro de Saúde de Castanheira de Pera, onde se reuniu com o responsável pelo Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Pinhal Interior Norte e com o médico que ali cumpre 20 horas semanais.

Em declarações à Lusa, o presidente da secção regional frisou que "o acesso aos cuidados de saúde da população de Castanheira de Pera não é igual ao de outros".

"O sistema não é equitativo, logo não é justo. Estas pessoas não podem ter uma consulta quando necessitam", acrescentou, garantindo que a Ordem dos Médicos vai tentar pressionar para resolver "esta situação de calamidade" e de "gravidade".

"Encontrei um grupo de pessoas insatisfeitas com esta situação. Estamos a falar de uma população envelhecida e que sofrem de muitas patologias e não têm qualquer apoio. O hospital mais próximo está a 50 quilómetros", referiu ainda.

O responsável promete transmitir esta situação à Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro e ao Ministério da Saúde.

No seu entender, "não há tempo para esperar por concursos públicos” e “são precisas medidas diferentes para esta situação em particular".

Abaixo-assinado

Um dos promotores de um abaixo-assinado com 1.479 assinaturas, Filipe Lopo, também se reuniu hoje com a ARS do Centro.

"Exigimos um médico que fizesse sete horas diárias no centro de saúde", contou, referindo que lhes foi transmitido que estão em contactos com um médico para a sua contratação.

"Ficaram de nos dar conhecimento dos resultados até ao final da próxima semana. Uma solução poderá ser também a contratação de um médico através de uma empresa”, indicou.

Também o presidente da Câmara de Castanheira de Pera, Fernando Lopes, revelou à Lusa que a tutela prometeu uma resposta num "curto espaço de tempo", após uma reunião com a ARS do Centro, na terça-feira.

"Foi-me confirmado que o concurso para a colocação de médico ficou deserto. Foi-me prometido que tudo será feito para encontrar uma solução, através da contratação de uma empresa que presta estes serviços ou, tendo em conta as últimas notícias, contratando um médico reformado", explicou Fernando Lopes.

O presidente da autarquia garante que só esperará por uma solução "o máximo de duas semanas", pois "já passou tempo demais".

No verão do ano passado, um médico meteu baixa e outro rescindiu contrato com o centro de saúde de Castanheira de Pera. Desde então, a população tem disponível um clínico duas vezes por semana, que cumpre 20 horas de trabalho, o que é "manifestamente insuficiente face às necessidades", sublinhou Fernando Lopes.

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