Esse medicamento (molnupiravir) é um antiviral que deve ser administrado rapidamente após o início dos sintomas e tomado por cinco dias para evitar a replicação do vírus.

É recomendado para "pacientes com covid-19 não grave que correm o maior risco de hospitalização", disse um painel de especialistas internacionais da OMS ao British Medical Journal na quarta-feira (BMJ).

Esses pacientes em risco de internamento são os não vacinados, os idosos, os imunocomprometidos ou aqueles que sofrem de doenças crónicas.

Por outro lado, "pacientes jovens e saudáveis, incluindo crianças e mulheres grávidas e lactantes" não devem fazer o tratamento, defende o painel de peritos da OMS.

Essa recomendação é baseada em novos dados de seis ensaios clínicos envolvendo 4.796 pacientes, o maior conjunto de dados sobre esse medicamento até o momento, detalha a OMS, num comunicado enviado à imprensa.

Os resultados desses estudos sugerem que o molnupiravir reduz o risco de internamento hospitalar (43 internamentos a menos por 1.000 pacientes de alto risco) e o tempo de resolução dos sintomas (em média 3,4 dias a menos).

Os peritos apontam para um efeito mais fraco na mortalidade (seis mortes a menos por 1.000 pacientes).

O painel da OMS reconhece que os problemas de custo e disponibilidade associados ao molnupiravir podem dificultar o acesso em países mais pobres e exacerbar as desigualdades na saúde.

A recomandação da OMS surge depois de a Agência Europeia do Medicamento (EMA) ter aprovado em novembro o uso de emergência deste antiviral para a covid-19.

Os especialistas também recomendam o tratamento que combine os anticorpos monoclonais da farmacêutica Regeneron (casirivimab e imdevimab) apenas para pessoas que não foram infetadas com a variante Ómicron, uma vez que estes anticorpos provaram ser ineficazes contra aquela variante.

O molnupiravir e o Paxlivid (Pfizer) são os únicos medicamentos anti-covid autorizados. Mas o tratamento da MSD levanta mais preocupações quando se trata de efeitos secundários.

A Agência de Medicamentos dos Estados Unidos, por exemplo, não o autorizou para menores de 18 anos, alegando que pode afetar o desenvolvimento de ossos e cartilagens. A aprovação da EMA é igualmente apenas para uso em adultos.

Segundo fonte do Infarmed, estão em conclusão as negociações para Portugal adquirir este medicamento para constar da reserva nacional.

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