Em janeiro deste ano a quota dos genéricos era de 47,1%, tendo passado para 47,8% em julho, de acordo com dados do Infarmed que ainda são provisórios. De acordo com fonte oficial do Infarmed contactada pela Lusa, os 47,8% de quota atingidos em julho são um valor recorde.

A subida da quota de embalagens vendidas em 0,7% num semestre deveu-se, segundo a Autoridade do Medicamento, ao envolvimento dos médicos, farmacêuticos e doentes.

Podem ter contribuído para este aumento também medidas recentes como a do pagamento de um incentivo de 35 cêntimos por cada embalagem dispensada na farmácia. O objetivo é que os genéricos alcancem 50% da quota de medicamentos vendidos em Portugal.

Redução da despesa dos doentes

A quota de medicamentos genéricos “veio contribuir para a redução da despesa dos utentes com medicamentos, que atingiu cerca de oito milhões de euros nos últimos dois anos”.

Entre janeiro e julho de 2017, os utentes gastaram 407,6 milhões de euros com medicamentos, menos 7,8 milhões de euros face ao mesmo período de 2015. “Ao tratar com medicamentos que têm a mesma composição, efeitos, qualidade e segurança, mas que são mais baratos, contribui-se para uma melhor gestão dos recursos disponíveis permitindo que mais doentes, aqueles que necessitam, tenham acesso aos medicamentos verdadeiramente inovadores”, refere o Infarmed.

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