As varizes são dilatações das veias do corpo humano, sendo as mais comuns as dos membros inferiores. Estão muitas vezes associadas a complicações agudas (“flebites”) mas também podem manifestar-se sob a forma de um agravamento progressivo e insidioso.

"Para além das manifestações físicas das varizes, que incluem dor, cansaço, sensação de peso e edema, as varizes estão igualmente associadas a preocupações de imagem, sobretudo no sexo feminino. Muitas mulheres recusam-se a vestir roupas que expõem as varizes, chegando mesmo a evitar idas à praia ou à piscina", indica Pereira Albino, coordenador da Unidade de Cirurgia Vascular do Hospital Lusíadas Lisboa.

Relativamente ao tratamento, o médico explica que "tem vindo a mudar substancialmente nos últimos anos, pois se antes a cirurgia aberta (o clássico "stripping") era o método de tratamento usado indiscriminadamente, atualmente já existe uma infinidade de técnicas minimamente invasivas que apresentam igual eficácia e um menor impacto para o doente, devendo no entanto ser adaptadas a cada caso. Ou seja o doente deve ser avaliado criteriosamente e selecionada a melhor técnica para o seu caso".

E acrescenta: "Em vez de ser retirada a veia como nos métodos clássicos, introduz-se um cateter (tubo de pequenas dimensões) que emite estes tipos de luz, o que origina calor. Ao retirar lentamente estes dispositivos o calor emitido faz com que as paredes da veia fiquem aderentes, ou seja, a veia fica sem função mas não é extraída. Assim, o doente tem uma recuperação mais rápida, em menos de uma semana, sendo possível realizar com anestesia de tumescência (uma variante das técnicas de anestesia local) o que é facilmente tolerada pelo doente".

Doença é crónica e recidivante, mas tratamentos são cada vez mais indolores

"Recentemente temos colaborado também na introdução em Portugal de técnicas inovadoras no tratamento das varizes que são ainda mais simples que a que atrás descrevemos. Trata-se do encerramento endovenoso da veia varicosa com uso de uma cola. Ou seja uma substância usada em Medicina há longos anos e que introduzida através de um cateter especial permite fazer com que as paredes da veia fiquem aderentes. O encerramento endovenoso com este tipo de procedimento não exige anestesia de tumescência como acontece nos métodos que recorrem ao calor, pois basta uma simples picada para introduzir este tipo de cateter, sendo o restante método indolor", revela o cirurgião vascular.

"É pois um método que oferece um maior conforto ao doente e maior rapidez na recuperação e que não necessita do uso de meias elásticas no pós-operatório", refere.

"Esta doença é crónica e recidivante, devendo os doentes ser regularmente orientados, pois só o controlo evita as múltiplas cirurgias que se verificavam há alguns anos. Esse controlo é realizado sobretudo através dos métodos de esclerose ecoguiada com espuma (um método que dominamos há vários anos) e que efetivamente quando realizado regularmente evita, sem dúvida, a progressão da doença", conclui Pereira Albino.

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