Realizado pelo Instituto de Pesquisa Biomédica e de Epidemiologia do Desporto, o estudo publicado na revista Biochimie testou 170 atletas de alto rendimento, mulheres e homens, todos membros de equipas nacionais de remo, judo e esqui em mais de uma dezena de mutações genéticas.

A investigação mostrou que a frequência das mutações do gene HFE, associadas à hemocromatose, era muito maior entre os atletas de alto rendimento do que na população geral.

A hemocromatose é uma doença genética frequente, que afeta uma pessoa em cada 300 em França, escreve a agência France Presse.

Esta patologia traduz-se no aumento da absorção intestinal do ferro o que leva ao armazenamento excessivo deste elemento químico no organismo que, caso não seja tratado, pode degenerar em complicações como cirrose, diabetes, problemas cardíacos, entre outros.

A doença manifesta-se sobretudo quando os cromossomas herdados pelo pai e mãe possuem ambos esta mutação.

Cerca de 80% dos atletas testados apresentavam pelo menos uma mutação do gene HFE. Os investigadores avançam que estas mutações que aumentam a absorção do ferro podem compensar as perdas do mineral que ocorrem nestes desportos por múltiplos mecanismos, melhorando a eficácia do transporte de oxigénio, aumentando a produção de energia e facilitando uma recuperação rápida após eventual hemorragia, assim como a regeneração muscular.

Mas "uma carreira desportiva não pode ser prevista unicamente com base numa sequência de ADN", alertam os cientistas em comunicado.

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