Dos quinze milhões de bebés prematuros que nascem anualmente em todo o mundo, 1,1 milhões não sobrevivem, sobretudo em países subdesenvolvidos, o que significa que nascer antes do tempo é a segunda principal causa de morte infantil.

A conclusão, apresentada hoje num relatório de saúde pública em que participaram as Nações Unidas, universidades e organizações privadas, é que três quartos dos prematuros que acabam por morrer poderiam sobreviver se tivessem acesso a cuidados de saúde baratos e preventivos que estão disponíveis por todo o mundo.

Entre as crianças prematuras que sobrevivem há muitas que ficam com sequelas físicas, neurológicas ou mentais que as podem incapacitar para a vida, sublinham os autores do estudo.

"Nascer demasiado cedo é uma causa de mortalidade que fica ignorada", lamentou Joy Lawn, co-autora do relatório e diretora da organização não lucrativa "Global Evidence and Policy for Save the Children".

A investigadora afirmou que os nascimentos prematuros são a causa de metade de todas as mortes à nascença no mundo e são a segunda causa de morte infantil a seguir à pneumonia.

Dos onze países com uma taxa de nascimentos prematuros superior a 15 por cento, nove situam-se na África sub-saariana.

Nos países mais pobres, 12 por cento dos bebés nasce com menos de 37 semanas de gestação, enquanto nos países com rendimentos mais elevados, a taxa é de 9 por cento.

Mas o problema não afeta apenas os países menos desenvolvidos, assinalam os autores do estudo, que contam os Estados Unidos (12 por cento) e o Brasil (9 por cento) entre as dez nações com a maior percentagem de nascimentos prematuros.

No primeiro lugar desta lista está o Malawui, com 18,5 por cento de nascimentos prematuros, o Congo (16,7 por cento), o Zimbabué (16,6 por cento), Moçambique (16,4 por cento), Paquistão (15,8 por cento), Indonésia (15,5 por cento) e a Mauritânia (15,4 por cento).

Entre os países com menor percentagem de nascimentos prematuros estão a Bielorrússia (4,1 por cento), o Equador (5,1 por cento), a Finlândia e a Croácia (5,5 por cento), a Lituânia e Estónia (5,7 por cento), o Japão e a Suécia (5,9 por cento).

Nos países com níveis de vida superiores, o aumento de nascimentos prematuros explica-se pelo maior número de mulheres mais velhas que têm filhos, os tratamentos de fertilidade mais frequentes e as gravidezes múltpilas que deles resulta,.

Quanto aos países mais pobres, as infeções, o paludismo, a sida e uma elevada taxa de gravidezes adolescentes são as principais causas dos nascimentos prematuros.

03 de maio de 2012

@Lusa

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