“Admito ter violado as regras de distanciamento social nestas circunstâncias. Desiludi as pessoas e peço desculpa”, disse, num comunicado, citado pela imprensa britânica. Porém, mostrou-se determinado em continuar “focado a trabalhar para tirar o país desta pandemia”, pedindo respeito pela privacidade da família “neste assunto privado”.

O tabloide The Sun noticiou hoje que Matt Hancock, casado e com três filhos, tem um caso amoroso com uma assessora e publicou fotografias dos dois a beijarem-se no escritório do ministro em maio, numa altura em que os abraços entre pessoas de agregados familiares diferentes eram proibidos.

O recrutamento para o ministério da Saúde de Gina Coladangelo, que Matt Hancock terá conhecido na faculdade e que atualmente dirige as comunicações de uma rede de lojas fundada pelo marido, também está a levantar dúvidas.

Um porta-voz do Partido Trabalhista, o principal partido da oposição, questionou se o ministro terá infringido as regras e se houve “conflito de interesse” na nomeação da assessora, que é acionista e diretora da agência de lóbi Luther Pendragon.

“Os ministros, como todo mundo, têm direito à privacidade. No entanto, quando o dinheiro dos contribuintes está em jogo ou são oferecidos empregos a amigos próximos que têm uma relação pessoal com um ministro, isso precisa ser analisado”, disse.

O Ministro dos Transportes, Grant Shapps, disse esta manhã à estação SkyNews que qualquer contratação para o Estado tem de passar por um processo “incrivelmente rigoroso” e que “não havia atalhos”, recusando-se a comentar mais sobre um assunto “inteiramente pessoal”.

Hancock tem estado sob pressão ultimamente, depois de Dominic Cummings, ex-assessor do primeiro-ministro, o acusar de ter mentido em várias ocasiões e dizer que ele deveria ter sido demitido.

Posteriormente, publicou imagens de alegadas mensagens trocadas com Boris Johnson onde este classifica Hancock como “completamente inútil” no tratamento da pandemia.

No início da pandemia, em maio de 2020, o cientista Neil Ferguson, um dos principais conselheiros do Governo, foi forçado a demitir-se após receber em sua casa uma mulher, alegadamente amante, durante o primeiro confinamento em Inglaterra.

O Reino Unido, que atualmente regista uma nova vaga da pandemia causada pela variante Delta, registou 16.703 novos casos de COVID-19 nas últimas 24 horas, um máximo desde 06 de fevereiro, e totalizou 128.048 mortes desde o início da pandemia, o número mais alto na Europa.

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