"Não penso que os resultados desta legislatura, que ainda não acabou, sejam qualquer sinal de tempo perdido. Houve necessidade de recuperar o investimento no SNS e depois um conjunto de alterações, como nos cuidados saúde primários, (...) que demoram a tornar-se visíveis para o público. Mas há coisas a acontecer e os futuros relatórios da Primavera mostrarão que houve um caminho iniciado que tratará ganhos a longo prazo", afirmou Marta Temido aos jornalistas no final da sessão onde foi apresentado o documento do Observatório Português dos Sistemas de Saúde.

A ministra assume que há ainda desigualdades que persistem no SNS, argumentando que tem sido feito um trabalho de melhoria da distribuição dos recursos humanos nos cuidados de saúde primários, reduzindo o número de portugueses sem médico de família.

Com um novo concurso em fase final, o Governo espera dar médico de família a mais alguns milhares de portugueses, chegando ao final da legislatura com cerca de 300 mil pessoas sem médico atribuído.

Questionada sobre se estaria disponível para continuar como ministra num próximo Governo, caso o PS vença as eleições, Marta Temido preferiu dizer que primeiro é preciso deixar nas mãos dos portugueses a escolha eleitoral, mas sem rejeitar que continue à frente do Ministério.

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