Em declarações à Lusa, o autarca explicou que o projeto, que prevê a requalificação das cinco plataformas interiores, inclui a requalificação do exterior onde será instalada uma esplanada, "precisamente no local onde estão [pessoas] a injetar-se e onde há vandalismo".

"De certa forma vai resolver ali um problema de saúde pública e de segurança", acrescentou.

António Fonseca adiantou ainda que a empreitada, que aguarda apenas que seja libertada a verba do Orçamento Participativo para avançar, não vai implicar a saída dos cerca de 12 comerciantes que ainda desenvolvem atividade no mercado, devendo estar terminada no prazo máximo de três meses desde que a obra seja iniciada.

"As senhoras que ainda lá têm as bancas não as vão perder. Nem sequer vou aumentar o que pagam por mês", assegurou.

Na primeira plataforma ficará instalado o mercado de peixe, enquanto a segunda será destinada à comercialização de fruta e legumes.

Já a terceira plataforma, parcialmente vazia, vai ser reabilitada para acolher uma zona destinada à venda de flores, sendo que o quarto patamar, também ele vazio, ficará dedicado à comercialização de artesanato.

No quinto patamar, o projeto prevê a instalação de uma cafetaria e de instalações sanitárias, até agora inexistentes naquele espaço.

Para além disso, refere o autarca, o espaço vai ser todo higienizado e as grades que rodeiam o edifício vão ser substituídas por vidros para impedir a passagem de chuva e de frio para dentro das instalações.

Segundo António Fonseca, foi ainda proposta a introdução de um sistema de videovigilância no local, por forma "a dissuadir ações de vandalismo", e a retirada dos contentores do lixo para uma área a designar, no sentido de minimizar os odores dos resíduos dentro do mercado.

O presidente da União de Freguesias do Centro Histórico lembra que "praticamente desde que foi construído" o mercado nunca foi alvo de uma intervenção de fundo, encontrando-se até "de certa forma abandonado", uma vez que funciona apenas até ao 12:00.

"É um edifício que acaba por não aproveitar o potencial que aquela zona, neste momento oferece", concluiu.

O objetivo, acrescentou, é fazer "uma requalificação funcional", proporcionando melhores condições aos comerciantes que ainda lá trabalham e aos que virão, dotando o espaço de condições de conforto para o usufruto do mesmo, quer pela população local quer pelos turistas.

Acresce ainda que a requalificação do espaço, que vai custa cerca 75 mil euros, vai impulsionar a criação de novos postos de trabalho, num local onde atualmente existem 37 lugares vagos, 40 se contarmos os que pagam renda, mas já não "montam banca".

António Fonseca reiterou também que as rendas cobradas não sofrerão qualquer aumento, pelo que manter-se-ão os valores atualmente cobrados de 22,09 euros e de 37 euros.

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