O projeto de reabilitação física monitorizada no domicílio irá permitir uma solução integrada para reabilitar utentes com uma das patologias crónicas mais comuns, bem como uma das principais causas de dor e incapacidade nos adultos, refere o CHL em nota de imprensa. Desde o início do mês, há oito doentes em tratamento. O CHL prevê a inclusão de cerca de dez doentes por semana, esperando-se que possa chegar a 400 doentes este ano.

Após a inclusão de todos os doentes em lista de espera que cumpram os critérios de inclusão e que aceitem este plano terapêutico domiciliário, serão recrutados doentes a partir dos cuidados de saúde primários.

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O programa de telerreabilitação permite acompanhar 30 doentes em simultâneo e os tratamentos em domicílio duram em média cerca de um mês, com regime de cinco a sete dias de tratamento por semana.

Grande incidência de tendinopatia do ombro

Segundo nota do centro hospitalar, a plataforma de telerreabilitação "vem dar também uma importante resposta aos utentes com tendinopatia do ombro que, em estádios avançados, pode levar à rutura tendinosa da coifa dos rotadores, que se estima afete pelo menos 40% das pessoas com mais de 60 anos".

"As orientações internacionais evidenciam a importância de abordar estes doentes primeiramente com programas de fisioterapia antes da abordagem cirúrgica", acrescenta o comunicado.

A Plataforma de telerreabilitação para a patologia osteoarticular crónica do joelho e ombro do CHL é dinamizada pelo Serviço de Medicina Física e Reabilitação do CHL (MFR), em conjunto com os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) do Pinhal Litoral e Oeste Norte, e a Sword Health.

O programa de reabilitação motora permite ao utente realizar o tratamento prescrito em casa, "por se basear nos princípios de biofeedback, sendo que os movimentos do doente são digitalizados utilizando sensores de movimento".

"A informação é processada para providenciar feedback em tempo real ao doente sobre o seu movimento, por intermédio de uma aplicação móvel. Esta tecnologia, nunca até hoje utilizada no Serviço Nacional de Saúde, permite ao doente realizar sessões de reabilitação motora sem necessidade de supervisão constante por parte do seu terapeuta", assume o CHL.

A tecnologia inclui ainda uma plataforma 'online' que permite à equipa clínica prescrever, monitorizar e alterar remotamente os programas de reabilitação de cada utente, possibilitando assim gestão à distância, evitando deslocações do doente ao serviço hospitalar.

"A nível global, a osteoartrose afetará entre 10 e 15% da população mundial, cerca de 250 milhões de pessoas. Segundo o Estudo Epidemiológico de Doenças Reumáticas em Portugal, a osteoartrose do joelho é uma patologia muito comum, afetando 12,4% dos portugueses."

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