O plano terá começado a ser preparado no início da semana e envolve Ministério da Saúde, Direção-Geral da Saúde (DGS) e laboratórios certificados. A notícia é avançada pela Rádio Renascença.

"Vamos começar neste momento a organizar uma testagem que se prevê que seja de 400 mil testes de 14 em 14 dias. É isso que está a ser organizado e estamos, a todo o momento, a lançar este programa cá para fora", avançou à referida rádio o médico e patologista clínico Germano de Sousa, responsável pelos laboratórios de análises clínicas com o mesmo nome e antigo bastonário da Ordem dos Médicos.

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Segundo aquela rádio, os primeiros a serem testados serão os elementos da comunidade escolar, seguidos de trabalhadores das fábricas e outras unidades de trabalho.

"Está previsto começar pelas escolas, fábricas, mas em princípio, serão as escolas as primeiras a começar a ser estudadas para estarmos prontos para quando começar o desconfinamento", disse.

Segundo o médico, serão testadas "todas as pessoas, mesmo aquelas que não tiveram contacto com um infetado".

Germano de Sousa garante que "a todo o momento" o programa de testagem massiva deverá ser dado a conhecer, provavelmente até ao final desta semana, sendo que expectável que o desconfinamento comece ainda este mês, referiu.

Segundo a mesma publicação, este é o maior plano de testes à doença viral já realizado em Portugal, com o objetivo de preparar o início do desconfinamento no país.

O Governo anunciou em meados de janeiro um conjunto de medidas para o novo Estado de Emergência - entre as quais o recolhimento domiciliário - que entraram em vigor a 15 de janeiro e que desde então se mantêm ou foram reforçadas.

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As medidas do confinamento geral são muito semelhantes ao regime que ocorreu em março e abril de 2020, no início da pandemia de COVID-19.

A pandemia de COVID-19 provocou, pelo menos, 2.549.910 mortos no mundo, resultantes de mais de 114,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.430 pessoas dos 806.626 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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