No ginásio estavam esta manhã alguns dos utentes que já estão a usufruir deste que é o primeiro serviço do género ligado ao Serviço Nacional de Saúde a funcionar na região transmontana.

Álvaro Lima, 54 anos, desloca-se do Peso da Régua para Vila Real duas vezes por semana, depois de ter feito uma cirurgia cardiotorácica, para fazer exercícios de descompressão e de respiração, fazer ainda caminhada nos tapetes ou pedalar na bicicleta.

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“Depois de uma cirurgia destas, a nossa disposição, a parte muscular e cardíaca não é a melhor. Este tipo de exercícios, que fazemos aqui, permite-nos recuperar mais rapidamente a qualidade de vida”, afirmou o utente aos jornalistas.

Os pacientes estão constantemente acompanhados e monitorizados pelos médicos, enfermeiros e fisioterapeutas. “Ainda bem que existe este espaço, que abriu há pouco tempo. O espaço é agradável e sentimos todos que nos está a fazer bem”, salientou Álvaro Lima.

“Este programa é fundamental quer na recuperação dos doentes, quer na melhoria da qualidade de vida do doente que passa por um evento cardíaco quer, depois, na diminuição da probabilidade de vir a ter um novo evento. Funciona também em termos preventivos”, afirmou o diretor do serviço de cardiologia do CHTMAD, Ilídio Moreira.

Poucos centros de reabilitação cardíaca

O responsável referiu que, em Portugal, “há ainda poucos centros de reabilitação cardíaca porque “é uma área em relação à qual os próprios profissionais não estão muito alertas e vocacionados”.

“Mas é fundamental, é tão importante como a medicação ou outros aspetos que fazem parte do tratamento do doente”, frisou.

Estes programas “melhoram em muito o prognóstico do doente cardíaco, diminuem as complicações das doenças cardíacas e, em última análise, interferem na mortalidade destes doentes que também diminui”.

“A reabilitação cardíaca diminui custos na saúde e no tratamento cardiovascular porque os doentes ficam melhor e têm menos eventos”, afirmou.

Ilídio Moreira referiu que esta é uma patologia que cada vez preocupa mais porque “os fatores de risco são cada vez maiores”.

As doenças cardiovasculares continuam a ser a primeira causa de morte em Portugal, apesar de pelo menos 80% das mortes prematuras por estas patologias poderem ser evitadas.

Das 35 mil mortes por doenças cardiovasculares calcula-se que 20 mil sejam por acidentes cerebrovasculares e mil por enfartes do miocárdio.

“O programa está a começar, mas vamos ter aqui todos os doentes que pudermos até ao limite das possibilidades do centro”, sublinhou.

Instalado na unidade de Vila Real do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), o centro de reabilitação cardíaca contou com o apoio do programa EDP Solidária, que ajudou na aquisição dos equipamentos e na realização de obras de adaptação. O investimento global rondou os 260 mil euros.

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