"Ter VIH e consumir tabaco podem, juntos, acelerar o desenvolvimento do cancro do pulmão", advertiu um estudo publicado na revista Journal of the American Medical Association (JAMA) Internal Medicine.

Segundo o estudo, fumar reduz a esperança de vida das pessoas que vivem com VIH/Sida e que recebem terapia antirretroviral para manter a doença controlada, mais do que a própria patologia.

As conclusões são particularmente preocupantes porque fumar é comum entre pessoas com VIH/Sida, lê-se no estudo. A prevalência de fumadores neste grupo populacional é de 40% nos Estados Unidos, cerca do dobro do resto da população americana.

"O tabagismo e o VIH são uma combinação especialmente fatal quando se trata de cancro do pulmão", disse o autor principal do estudo, Krishna Reddy, médico no Hospital Geral de Massachusetts, em Boston.

"As taxas de tabagismo são extraordinariamente altas entre as pessoas com VIH, e tanto o tabagismo como o VIH aumentam o risco de cancro do pulmão".

Mas há esperança para aqueles que conseguem parar.  Apenas 6% dos fumadores que abandonaram o vícia aos 40 anos morrem de cancro do pulmão, de acordo com o estudo, baseado em projeções informáticas. "Parar de fumar é uma das coisas mais importantes que as pessoas com VIH/Sida podem fazer para melhorar a sua saúde e viver mais tempo", disse o co-autor do estudo, Travis Baggett, do Hospital Geral de Massachusetts.

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