Uma petição pública - Diga Não aos Herbicidas com Glifosato - que propõe a proibição do uso de glifosato vai ser discutida numa audiência marcada para 7 de março na Comissão Parlamentar do Mar e da Agricultura, na Assembleia da República.

A notícia é avançada pelo jornal Público, que cita o criador da petição online, Mateus Carvalho.

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A petição reuniu 15 mil assinaturas válidas. Segundo Mateus Carvalho, vice-presidente do movimento político Volt, o documento teve o apoio de associações ambientalistas e da área agrícola, que contribuíram para a divulgação do mesmo.

A justiça administrativa francesa proibiu, em janeiro, a venda e uso do Roundup Pro 360, um conhecido herbicida que contém glifosato e que é comercializado pelo grupo Monsanto/Bayer.

Na segunda-feira, a Plataforma Transgénicos Fora apelou ao Governo para que proíba a venda de herbicidas à base de glifosato e torne obrigatória a pesquisa deste contaminante nas análises à água para consumo.

Contaminação crónica dos solos portugueses

O apelo da Plataforma Transgénicos Fora surge na sequência dos resultados de um estudo lançado em 2018 para testar a presença de glifosato em voluntários portugueses. As análises demonstraram uma exposição recorrente ao herbicida e apontam para uma contaminação generalizada e crónica por glifosato em Portugal.

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Em comunicado, a Plataforma faz também um apelo ao Governo para que lance um estudo abrangente sobre a exposição dos portugueses ao glifosato e proíba a venda deste herbicida para usos não profissionais.

A Plataforma quer análise obrigatórias para detetar glifosato na água de consumo e o fim do uso de herbicidas sintéticos na limpeza urbana. A bióloga da Plataforma Margarida Silva, indicou que em julho de 2018 foram recolhidas amostras de urina a 62 voluntários, 56 adultos e seis crianças, tendo 65% acusado glisofato. "Em outubro de 2018, a análise foi repetida, tendo participado 44 pessoas. O glifosato foi detetado em 100% das amostras", referiu.

De acordo com os dados do estudo, enquanto na média de 18 países se verificou que 50% das amostras estavam contaminadas, as duas rondas de testes em Portugal estavam acima desse valor – e em outubro a contaminação foi detetada em 100% das amostras.

Com Lusa

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