A Associação de Apoio a Ex-combatentes Vítimas do Stress de Guerra (APOIAR) denuncia que há "cada vez mais casos" de antigos militares em dificuldades, que não conseguem pagar os medicamentos de que precisam.

Em declarações à agência Lusa, João Sobral, presidente da APOIAR, disse que, incluindo os doentes de psiquiatria, são "perto de duzentos" os utentes que todas as semanas recorrem aos serviços médicos da associação.

"A maioria [destes ex-combatentes] não é considerada deficiente das Forças Armadas, porque não tem 30% de incapacidade e, como tal, não tem direito à medicação" comparticipada pelo Estado, disse João Sobral.

O presidente da APOIAR referiu ainda que, "dentro deste grupo, há aqueles que realmente ao longo da vida foram despedidos ou trabalharam menos e, portanto, descontaram menos" e "estes é que são as vítimas principais porque têm as reformas mais baixas e o Estado não lhes dá rigorosamente nada".

Em comunicado, a APOIAR disse também que conhece "cada vez mais casos de ex-combatentes com stress de guerra a viver nas ruas e famílias a desestruturarem-se, desorientadas com os cortes financeiros do Governo aliados ao stress pós-traumático do ex-combatente".

Para que um ex-combatente possa ser considerado como deficiente das Forças Armadas por stress de guerra, tem de lhe ser reconhecida uma incapacidade superior a 30%, um "processo que é muito demorado, alguns com 14 anos", disse João Sobral.

19 de novembro de 2012

@Lusa

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