11 de fevereiro de 2013 - 11h21
O caso dos alimentos com carne de cavalo que deveria ser de vaca está a afetar vários países europeus e as preocupações avolumam-se à medida que crescem as acusações em direção à Roménia, de onde terá saído a carne usada nas lasanhas e produtos congelados da sueca Findus. 
A agência de segurança alimentar sueca já disse que vai fazer queixa da Findus, a empresa cujas refeições congeladas à base de carne foram retiradas dos supermercados britânicos e suecos depois de se ter descoberto que tinham 100% de cavalo. 
A Findus atira as culpas para o fornecedor de carne romeno, cuja identidade não revelou até agora, e garante que apresentará queixa contra a empresa. "Fomos enganados", declarou France Matthieu Lambeaux, CEO da Findus num comunicado citado pela AFP. "Há duas vítimas: a Findus e o consumidor.", acrescentou.
No domingo, seis cadeias de supermercados franceses - Carrefour, Monoprix, Auchan, Casino, Cora e Picard - retiraram também produtos da Findus dos seus congeladores pelo mesmo motivo. 
Owen Paterson, secretário de Estado britânico, disse publicamente no fim de semana a uma rádio britânica que a carne de cavalo é nociva para a saúde humana porque pode estar contaminada com uma substância perigosa e garantiu que atrás do negócio estaria uma “uma rede internacional criminosa”, cita, hoje, o Guardian.
Enquanto isso, a Roménia já começou a defender-se. "Tenho certeza que o importador sabia que não era vaca, já que o cavalo tem um sabor, cor e textura diferentes", garantiu Sorin Minea, presidente da associação Romalimenta, que reúne empresários do setor alimentar daquele país, escreve a AFP.
O ministério da Agricultura romeno confirmou a abertura de uma investigação ao caso. Em França, a direção da luta contra a fraude, do ministério da Economia, noticiou que também abriu uma investigação para identificar a origem do "engano".
Portugal
Em Portugal, a ASAE anunciou na sexta-feira não ter detetado qualquer vestígio de carne de cavalo em alimentos vendidos como vaca nas ações de fiscalização que realizou, entre 22 e 24 de janeiro. 
Ao que tudo indica, as refeições congeladas da Findus foram cozinhadas por uma empresa francesa chamada Comigel, que trabalhará para 16 países da União Europeia, numa fábrica no Luxemburgo.
Para a carne chegar até aqui, foi transportada por outra empresa francesa, a Spanghero, que usou duas outras companhias (uma do Chipre, outra da Holanda) para comprar a carne ao matadouro na Roménia, escreve o britânico The Independent.
Entretanto, o ministro francês para o Consumo, Benoît Hamon comentou que o motivo para esta fraude que atravessa vários países europeus está relacionado com ganhos financeiros e adiantou que os lucros podem já rondar os 300 mil euros.
SAPO Saúde

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