"O Comité de Avaliação dos Riscos em Farmacovigilância chegou a uma clara conclusão na investigação dos casos de coágulos sanguíneos: esta é uma vacina segura e eficaz", declarou a diretora executiva da EMA, Emer Cooke, falando em conferência de imprensa transmitida no YouTube.

Depois de uma investigação nos últimos dias dos especialistas do regulador europeu, Emer Cooke garantiu que a administração da vacina da AstraZeneca "não está associada a um aumento do risco de eventos tromboembólicos responsáveis pelos coágulos sanguíneos" em alguns dos vacinados com este fármaco.

No entanto, Emer Cooke salienta que "ainda não podemos descartar definitivamente a ligação entre estes casos [de coágulos] e a vacina" da AstraZeneca.

A diretora executiva da EMA refere que o regulador está a fazer estudos adicionais, mas até se obter essas conclusões reitera: "Esta vacina é uma opção segura e eficaz para proteger os cidadãos contra a COVID-19".

"Tendo em conta as milhares de pessoas na UE morrem todos os dias, era crucial a EMA anunciar a decisão rapidamente e com base em todas as informações disponíveis. Por isso, esta revisão foi a nossa maior prioridade", admite Emer Cooke. "As conclusões científicas dão aos estados-membros a informação que precisam para tomar uma decisão informada sobre o uso da vacina da AstraZeneca", frisou.

Na mesma conferência, Sabine Straus, presidente do comité de segurança da vacina, frisou que os casos de tromboembolismo em toda a Europa foram investigados e são "menos do que os expectáveis na população geral".

"Não há um aumento do risco de coágulos no sangue com esta vacina", frisou. "Em alguns casos, [algumas pessoas] desenvolveram minúsculos coágulos em vários vasos sanguíneos nos primeiros 7 a 14 dias após a vacinação". Ainda assim, as informação não são "suficientes para concluir com certeza se estes casos são de facto causados ​​pela vacina".

A posição surge depois de nos últimos dias vários países europeus, incluindo Portugal, terem decidido por precaução suspender a administração da vacina da AstraZeneca após relatos de aparecimento de coágulos sanguíneos e da morte de pessoas inoculadas com este fármaco.

A pandemia de COVID-19 provocou, pelo menos, 2.682.032 mortos no mundo, resultantes de mais de 121,2 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.743 pessoas dos 816.055 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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