"Embora a recomendação até agora seja administrar as doses de reforço preferencialmente seis meses depois, os dados disponíveis atualmente permitem apoiar a administração segura e eficaz de uma dose de reforço três meses após o primeira esquema completo de vacinação", afirmou Marco Cavaleri, responsável de estratégia de vacinação da EMA.

Isso é possível quando "um intervalo tão curto seja desejável do ponto de vista da saúde pública", acrescentou Cavaleri.

Ele também lembrou que ainda "é muito cedo para dizer se a composição das vacinas precisa de ser alterada" para combater a variante ómicron.

No entanto, como também explicou a EMA, os sintomas provocados pela ómicron nos casos detetados na União Europeia "parecem ser leves na sua maioria".

Em Portugal, o período de isolamento para casos de COVID-19 suspeitos de contaminação com a variante Ómicron foi alargado para 14 dias, por ainda se desconhecer o comportamento da nova variante, disse hoje a diretora-geral da Saúde.

“São medidas temporárias de precaução até termos mais informação científica que nos explique melhor como é que a variante se comporta, se tem o mesmo período de incubação, se tem o mesmo período de infecciosidade”, explicou Graça Freitas.

A diretora-geral da Saúde, que falava hoje no Montijo (distrito de Setúbal) no final de uma cerimónia de apresentação de um projeto escolar para aumentar a literacia em saúde, acrescentou que esta orientação foi já emitida e determina ainda um rastreio de contactos mais alargado.

"Se houver suspeita que um surto, um caso tem alguma ligação com a hipótese da variante nova, a Ómicron, então os contactos são isolados de uma forma mais alargada e por um período maior", disse.

A COVID-19 provocou pelo menos 5.278.777 mortes em todo o mundo, entre mais de 267,22 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.610 pessoas e foram contabilizados 1.181.294 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em 57 países de todos os continentes, incluindo Portugal.

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