Quase metade dos médicos e dos enfermeiros apresentam sinais de burnout elevado e mais de 20% exibem sintomas de exaustão física e emocional moderada. A notícia é avançada pela edição impressa desta segunda-feira do jornal Público.

O estudo "Burnout nos profissionais de saúde em Portugal", publicado na última edição da Acta Médica, indica que, a nível nacional, 47,8%  dos médicos e enfermeiros inquiridos tên níveis de burnout elevados e que 21,6% exibiam sintomas moderados desta síndrome.

Este estado de esgotamento combina a exaustão física e emocional, com a perda de realização profissional e a despersonalização (incapacidade de empatia, cinismo). É um estado de desgaste que atinge o profissional e afeta a relação médico-doente, assim como a qualidade dos cuidados de saúde prestados.

"A metáfora que se utiliza é a de que a pessoa fica arrasada, quase carbonizada, em cinzas, já não se consegue levantar", descreve João Marôco, do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (IAVE), o coordenador do trabalho que foi realizado em conjunto com outros especialistas, nomeadamente da Escola Nacional de Saúde Pública e do Hospital de Santa Maria.

Os mais novos são os mais afetados

"As pessoas idealizam a profissão e, de repente, confrontam-se com uma realidade que é extenuante e todas as dificuldades acabam por ser exacerbadas", sintetiza João Marôco ao referido jornal. "Os mais velhos já desenvolveram estratégias de coping [relativização] e conseguem adaptar-se às más condições de trabalho ou saem da profissão", acrescenta.

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