Um grupo de doentes mentais profundos vai domingo pedir ao Presidente da República um espaço no jardim do Palácio de Belém para um canteiro com ervas aromáticas e legumes biológicos, cujo resultado da venda reverteria para uma instituição.

Os doentes são utentes do Centro de Apoio Social do Pisão (CASP), em Cascais, onde estão a trabalhar no projeto “Jardins Aromáticos”, que tem por missão conceber jardins que estimulam os sentidos, produzindo alimentos biológicos e aliando o lado estético à utilidade.

Uma das responsáveis destes jardins, voluntária no CASP, explicou à Agência Lusa que a participação destes utentes na execução dos trabalhos de jardinagem tem como objetivo “tornar os doentes mais ativos e participativos”.

Estes utentes do Pisão estão agora a trabalhar fora das paredes do Centro, uma vez que participam na elaboração de um jardim na Docapesca de Algés, no âmbito da “Volvo Ocean Race”, que dali parte no domingo para uma nova etapa.

“O principal objetivo é, em primeiro lugar, tirar os utentes da instituição e fazer a sua integração social com o mundo que os rodeia”, disse Marta Mello Breyner.

A iniciativa visa ainda “maximizar as competências individuais e coletivas na área da jardinagem” e mostrar que, “independentemente da patologia associada, estes cidadãos são capazes e fazem trabalho com qualidade”.

Para domingo, estes utentes têm prevista a entrega ao Presidente da República de um cesto de ervas aromáticas que elaboraram. Os doentes vão igualmente pedir a Cavaco Silva que lhes ceda um espaço no jardim do Palácio de Belém para trabalharem um canteiro de aromáticas e legumes biológicos.

08 de junho de 2012

@Lusa

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