“O que vamos começar a fazer são ações simbólicas, para demonstrar este descontentamento junto da população, instituições onde trabalhamos e Governo”, afirmou à agência Lusa o presidente do STSS, Luís Dupont, exemplificando com vigílias.

Segundo Luís Dupont, a atribuição de uma compensação aos trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde (SNS) envolvidos no combate à pandemia, o plano de vacinação e o diploma relativo aos mecanismos excecionais de gestão dos profissionais de saúde para a realização de atividade assistencial foram “as últimas circunstâncias que desencadearam um maior descontentamento”.

De acordo com uma nota de imprensa do STSS, o diploma, de 02 de fevereiro, “volta, de uma forma sistemática, mas inexplicável, a omitir a identificação clara e inequívoca dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica”.

Citado na nota, Luís Dupont referiu tratar-se de uma “ofensa, sem qualquer racionalidade e justificação, porque também são profissionais de saúde, que contactam diariamente com pessoas suspeitas ou com doença covid-19, realizando muitas horas extraordinárias nos diversos serviços, muito para além do enquadramento legal e em muitas situações até sem qualquer reconhecimento público por parte do Governo e das instituições onde trabalham, sendo sistematicamente esquecidos”.

Quanto à atribuição da compensação, o sindicato pediu a todas as entidades “o número de trabalhadores das áreas de diagnóstico e terapêutica abrangidos pelo prémio”, mas, “até à presente data, só um número reduzido respondeu, sendo nestes notória a ausência de transparência na atribuição desta compensação, com estes profissionais a ficarem totalmente excluídos na grande maioria das instituições ou a ser atribuído a um número muito reduzido, numa completa arbitrariedade e sem nenhuma clareza”.

Já no que respeita ao plano de vacinação, o STSS disse ter recebido queixas de associados de “não estarem a ser incluídos na primeira fase de vacinação, nas instituições do SNS, apesar de, na sua atividade diária, desempenharem atos em que têm contacto direto com pessoas suspeitas ou infetadas pelo SARS-CoV-2”.

“Consideramos de enorme gravidade o que está a acontecer, porque é incompreensível que não se vacinem todos os profissionais de saúde, incluindo os dos setores privado e social, muito menos é aceitável que as instituições não divulguem quais os critérios que estão a ser utilizados para estabelecer as prioridades de vacinação dos Profissionais”, sustentou Luís Dupont.

Na nota, na qual apontaram também para as “consequências graves da revisão da carreira”, o STSS adiantou ter pedido uma audiência ao primeiro-ministro, para “chamar a atenção para alguns dos problemas e questões graves que atingem estes profissionais de saúde e que estão a causar grande indignação e revolta junto de toda uma classe profissional”.

“A manter-se este rumo, sem intervenção de António Costa, não restará outro caminho senão o regresso a formas de luta, que só ainda não ocorreram porque não deixamos de pensar todos os dias na defesa do SNS e dos cidadãos que necessitam dos nossos serviços e competências” avisa Luís Dupont.

À Lusa, o dirigente sindical assegurou que não “estão ainda a falar em greve, porque neste momento a resposta que o SNS deve dar aos portugueses é mais importante”.

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica são cerca de 10.500 no SNS, de acordo com o sindicato.

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