Nas últimas 24 horas, registaram-se mais 31 óbitos, 21 dos quais dizem respeito a idosos com mais de 80 anos, sendo que a taxa de letalidade subiu “alguns pontos percentuais estando agora nos 3,2%”, disse a ministra da Saúde na conferência de imprensa diária relativa à pandemia de COVID-19 no país.

“A taxa de letalidade acima dos 70 anos situou-se nos 11,2%”, salientou Marta Temido.

Segundo a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas há assimetrias no país em termos da taxa de letalidade, que é o número de pessoas que morrem em relação ao número de doentes infetados com o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

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De acordo com Graça Freitas, onde se verifica uma maior taxa de letalidade é na região centro porque “tem uma grande densidade de lares e de população institucionalizada que tem sido atingida pela doença, apesar de todos os esforços que há no tratamento destes doentes”.

“Há de facto pequenas variações regionais que podem refletir também três circunstâncias especiais”, afirmou, apontando a distribuição demográfica da população, a densidade populacional de uma determinada região e a concentração de pessoas vulneráveis e em instituições.

Relativamente à distribuição demográfica da população, Graça Freitas explicou que “a tendência é que a taxa de letalidade aumenta com a idade da população”.

“Outra questão muito importante é a densidade populacional de uma determinada região nas regiões onde há focos de doença obviamente”, assinalou, e a “outra questão que já foi aflorada várias vezes é a concentração de pessoas vulneráveis e em instituições”.

A diretora-geral da Saúde explicou que as instituições são “locais em que quer pela estrutura etária da população quer pela morbilidade, que muitas vezes esta população tem, quer pela sua concentração pode estar aumentada a probabilidade de morte”.

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“E, portanto, existem essas assimetrias que são analisadas diariamente, não são fixas, e de um modo geral onde se verifica uma maior taxa de letalidade é na região centro”, disse Graça Freitas.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registam-se 535 mortos, mais 31 do que no domingo (+6,2%), e 16.934 casos de infeção confirmados, o que representa um aumento de 349 (+2,1%).

Dos infetados, 1.187 estão internados, 188 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 277 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril.

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