Segundo o presidente do Infarmed, Rui Santos Ivo, em declarações em conferência de imprensa na sede deste organismo em Lisboa sobre o arranque da campanha de vacinação de outono contra a gripe e a covid-19, Portugal recebe na próxima semana as primeiras doses das novas vacinas adaptadas contra a doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, esperando-se cerca de 500 mil doses de uma das vacinas aprovadas e cerca de 100 mil da outra.

As vacinas adaptadas aprovadas até ao momento pela Agência Europeia do Medicamento são as das farmacêuticas Pfizer e Moderna, ambas com tecnologia RNA mensageiro (mRNA).

“A campanha de vacinação de outono é dirigida a cerca de três milhões de pessoas, que serão chamadas à vacinação contra a covid-19 e contra a gripe. Inicia-se na próxima quarta-feira, 07 de setembro, e prevê-se que termine no dia 17 de dezembro”, adiantou o coronel Penha-Gonçalves, coordenador da campanha de vacinação, sobre o calendário previsto.

O coordenador da vacinação referiu ainda que os primeiros a ser chamados à vacinação serão os maiores de 80 anos com comorbilidades, cujo processo de convocatória arranca hoje, e que a campanha irá decorrer “de forma escalonada”, por faixas etárias, avançando à medida que se esgotem os agendamentos na faixa etária precedente.

“Nesta campanha de outono vamos focar-nos na faixa etária dos mais de 60 anos e dos grupos de risco. Para executar esta campanha foi estabelecido um dispositivo que tem uma capacidade semanal de agendamento de cerca de 280 mil pessoas, está distribuído por todo o território nacional em 397 pontos de vacinação, dois terços dos quais estão localizados em centros de saúde e um terço em centros de vacinação”, adiantou ainda o responsável.

Segundo Penha-Gonçalves, Portugal recebe as primeiras doses em 06 de setembro e a vacinação arranca “em locais limitados” em 07 de setembro, em cerca de uma dezena de pontos de vacinação de norte a sul do país, “generalizando-se depois o processo a todo o dispositivo na quinta-feira”, 08 de setembro.

Ainda sobre esta campanha, o coordenador disse que a vacinação contra a gripe e contra a covid-19 ocorrerá “preferencialmente em coadministração”, mas nestes três meses o dispositivo prevê continuar a fazer vacinação primária e vacinação pediátrica contra a covid-19, para quem ainda não completou os esquemas vacinais.

Sobre a modalidade Casa Aberta, o coronel Penha-Gonçalves esclareceu que nesta campanha estará disponível para cada faixa etária depois de terminado o período de agendamento definido para vacinação desse intervalo de idades, ou seja, quando começar a vacinação das pessoas agendadas entre os 70 e os 79 anos, a faixa etária dos 80 e mais anos passa a poder receber a dose de reforço na modalidade Casa Aberta se tiver falhado a sua data de agendamento.

Independentemente da idade ou das doses de reforço anteriores, todas as doses de reforço que forem administradas nesta campanha de vacinação serão feitas com as novas vacinas adaptadas, “igualmente protetoras” e, por isso, vão ser administradas “indiferenciadamente”, frisou o coronel Penha-Gonçalves.

“Não há escolha de vacinas”, reiterou.

Numa conferência de imprensa em que também estavam presentes o presidente do Infarmed e a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, ninguém quis comentar a demissão da ministra da Saúde, Marta Temido, por todos os participantes serem representantes de “entidades externas”, como justificou Graça Freitas, mas o coronel Penha-Gonçalves deixou a garantia que a saída não terá impactos na operacionalização da campanha de vacinação, a ser preparada desde junho.

“As orientações que precisamos para operacionalizar este plano já as tivemos, portanto, estamos muito confortáveis para continuar a executar o plano”, disse.

Questionada sobre a campanha se dirigir apenas aos maiores de 60 anos e sobre eventuais receios de um pico de novos casos, Graça Freitas disse que a estratégia em curso é ajustável.

“Vamos monitorizar atentamente a forma como o vírus se vai distribuir, as variantes que poderão circular ou não no próximo inverno e estas estratégias têm capacidade de ser ajustadas”, disse a diretora-geral da Saúde.

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