“Existe uma vontade grande por parte de diversas instituições de o fazer em termos de ensaios clínicos numa fase inicial”, disse António Lacerda Sales na conferência de imprensa diária realizada na Direção-Geral da Saúde (DGS) para divulgação do boletim epidemiológico da covid-19, quando questionado sobre a utilização de plasma de doentes recuperados.

O objetivo destes ensaios, segundo o Ministério da Saúde, é analisar a possibilidade de utilização do plasma no tratamento de doentes infetados com covid-19, quando outros países, como China, Itália, Alemanha e Estados Unidos, já o iniciaram.

O secretário de Estado afirmou que “estão incorporados nesta vontade” a DGS, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e o Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde), que estão neste momento a analisar um conjunto de critérios e de fatores, como o consentimento informado e a “tecnologia para anticorpos neutralizantes”.

“Há todo uma tecnologia que tem de ser previamente avaliada”, frisou, dando conta que vai ser definido um grupo para que se possa avaliar e validar o início destes ensaios clínicos, que podem começar em maio e com doentes “moderados e graves”.

“Estes ensaios clínicos começarão por doentes moderados e graves e não muito graves como muitas vezes tem sido transmitido para a opinião pública. Será um pouco esta a estratégia que utilizaremos. Queríamos ver se até ao final do mês podíamos ter toda esta uniformização perfeitamente contemplada para iniciarmos estes ensaios clínicos”, disse ainda.

Além dos tratamentos já em curso e testes em diversos países, várias multinacionais do setor farmacêutico e terapêutico, a nível internacional, juntaram-se para encontrar um tratamento para a covid-19, que passa por recolher plasma de pessoas que tenham contraído a doença e estejam totalmente recuperadas.

Para acelerar o desenvolvimento de uma terapêutica hiperimune contra a doença provocada pelo novo coronavírus, será necessária a doação de plasma dessas pessoas que tenham recuperado e cujo sangue contenha anticorpos capazes de combater o novo vírus.

Segundo os dados divulgados hoje pela DGS, Portugal regista 735 mortos associados à covid-19, mais 21 do que no domingo, e 20.863 infetados (mais 657).

Do total das pessoas infetadas, a grande maioria está a recuperar em casa, totalizando 19.655, mais 692 relativamente a domingo (3,6%).

Os dados adiantam que 1.208 estão internadas, menos 35 que no sábado (-2,8%), e 215 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos nove, o que representa uma diminuição de 4%.

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