“O facto de ter havido muitos casos” em Mourão, no mês de janeiro, na sequência do surto no lar, pode estar a “contribuir” para a inexistência de novos infetados, apontou hoje à agência Lusa a presidente da câmara municipal, Maria Clara Safara.

Também o atual confinamento, sublinhou a autarca, que implicou o fecho das escolas e de alguns estabelecimentos comerciais, apesar de haver “quem esteja a sofrer”, sobretudo, ao nível do comércio, “está a dar resultados”.

Mourão, no distrito de Évora, é o único concelho do continente que teve zero novos casos de infeção, segundo o mais recente boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) que reporta a um período de incidência cumulativa a 14 dias, entre 03 e 16 de fevereiro.

A presidente do município indicou hoje à Lusa que o concelho de Mourão não tem casos ativos do novo coronavírus SARS-CoV-2 desde o dia 08 deste mês, mas já esteve em risco extremamente elevado e registou o máximo de infeções ativas, 87 casos, a 03 de janeiro.

“Temos estado a zero, mas não podermos baixar a guarda e temos de respeitar o confinamento”, notou, avisando que, “num dia está tudo bem e, de repente, basta aparecer um caso ou dois para, num concelho pequeno, a situação complicar-se”.

Maria Clara Safara frisou que a existência de 87 casos ativos num concelho pequeno, com cerca de 2.500 habitantes, teve “algum significado” e advertiu que “todos os cuidados são poucos”, porque ainda “há muitas pessoas que não tiveram” a doença.

No surto de covid-19 no Lar Nossa Senhora das Candeias da Misericórdia de Mourão, detetado no final de dezembro de 2020, só três dos 62 utentes é que não ficaram infetados, tendo 13 idosos morrido.

“Tivemos em risco extremamente elevado por causa da situação do lar, porque foram muito casos, mas desde que a situação começou a ficar resolvida isso afetou o resto da população” e o número de casos no concelho “começou a baixar”, disse.

Mostrando-se otimista com a evolução da pandemia no concelho, a autarca adiantou que os utentes de outros dois lares nas freguesias da Luz e da Granja já foram vacinados contra a covid-19, assim como os três utentes da Misericórdia de Mourão que não chegaram a ser infetados com o SARS-CoV-2.

Agora, “é continuarmos a cumprir”, mas “o fator sorte também é importante”, destacou Maria Clara Safara.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, este concelho alentejano registou 209 casos acumulados de covid-19.

A par de Mourão, segundo os dados da DGS, no período de incidência cumulativa a 14 dias entre 03 e 16 de fevereiro, outros nove concelhos, todos nos Açores, tiveram zero casos de infeção: Lajes das Flores, Lajes do Pico, Povoação, Santa Cruz da Graciosa, Santa Cruz das Flores, Nordeste, Corvo, S. Roque do Pico e Calheta.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.474.437 mortos no mundo, resultantes de mais de 111 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.086 pessoas dos 799.106 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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