“Todos temos medo, mas este é o momento de equilibrar o medo com a coragem: a coragem de ficar em casa, a coragem de continuar a ajudar os outros, desde que devidamente protegidos, a coragem de pedir ajuda quando precisamos dela”, disse Marta Temido.

Na conferência de imprensa diária realizada na Direção-geral de Saúde, Marta Temido lembrou que, no âmbito da saúde mental, já foram ativados gabinetes regionais de crise em saúde mental, que estão a trabalhar no quadro que corresponde a um modelo desenhado na sequência da organização nas respostas às populações afetadas pelos incêndios em 2017.

“Estamos a trabalhar para que a resposta seja o mais robusta possível”, afirmou, deixando uma palavra de reconhecimento aos cinco coordenadores regionais, bem com ao diretor do Programa Nacional de Saúde Mental e ao presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental pelo seu trabalho nesta área.

Marta Temido começou por lembrar que a pandemia covid-19, “não só pelas consequências diretas da doença”, mas também pelas medidas “extraordinárias de contenção e mitigação que implica para evitar a transmissão da doença  tem alterado profundamente as nossas rotinas”.

“Como profissionais, muitos estamos hoje sujeitos a enorme carga de trabalho, a riscos acrescidos, a pressão das falhas das cadeias de abastecimento ao confronto com situação limite”, sublinhou.

Marta Temido reconheceu que a saúde mental é uma “componente essencial das respostas em saúde”, frisando que o ministério está a desenvolver “os melhores esforços para os portugueses estarem mais protegidos”.

De acordo com a ministra, a Ordem dos Psicólogos e a fundação Calouste Gulbenkian, com o apoio dos serviços partilhados do ministério da Saúde estão, desde 01 de abril, a prestar apoio telefónico, através da linha SNS24, chegando aos “cidadãos em geral e aos profissionais”.

Em comunicado, a Fundação Calouste Gulbenkian avança que a linha de aconselhamento psicológico conta com 63 novos psicólogos que prestam aconselhamento “quer a profissionais de saúde, proteção civil e forças de segurança, quer à população em geral”.

O organismo refere com objetivos principais o “ajudar a uma melhor gestão de emoções como o stress, a ansiedade, angústia, medo, promovendo a resiliência psicológica” bem como “reforçar o sentimento de segurança da população e dos cuidadores encaminhando para entidades de apoio emergente em caso de necessidade”.

 O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 60 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 266 mortes, mais 20 do que na véspera (+8,1%), e 10.524 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 638 em relação a sexta-feira (+6,5%).

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