Desde o início da pandemia, Portugal contabilizou 2.040 mortes associadas à COVID-19 e 81.256 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em relação a ontem, contabilizaram-se mais oito óbitos, 944 infetados e 325 recuperados. Ao todo há já 51.037 casos de recuperação em Portugal.

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A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 494 novas infeções, representa 52,3% do total de novos casos hoje em Portugal.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 900 óbitos (+1 do que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (811 +5), Centro (269 +1) e Alentejo (25 =). Pelo menos 20 (+1) mortes foram registadas no Algarve. Há 15 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 764 doentes internados, mais 32 que ontem, e 104 em unidades de cuidados intensivos, o mesmo número que na terça-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 28.179 casos ativos da infeção em Portugal - mais 611 que ontem - e 46.023 pessoas em vigilância pelas autoridades – menos 414 indivíduos.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país que regista o maior número de infeções, com 41.225 (+494), seguida da região Norte (29.469 +356), da região Centro (6.561 +58), do Algarve (1.862 +21) e do Alentejo (1.595 +8). Nos Açores, existem 287 casos confirmados (+1) e na Madeira 257 (+6).

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 1.366 (+6) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (402 =), entre 60 e 69 anos (178 =), entre 50 e 59 anos (63 +1) e 40 e 49 anos (23 =).

Os dados indicam ainda que, do total das vítimas mortais, 1.023 (+5) são do sexo masculino e 1.017 do feminino (+3).

A faixa etária entre os 30 e 39 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 13.302 (+151), seguida da faixa etária entre 40 e os 49 anos, com 13.229 (+162), e da faixa etária entre os 20 e os 29, com 13.044 (+168) casos.

Os dados indicam ainda que, desde o início da pandemia, houve 36.885 (+456) homens infetados e 44.371 (+488) mulheres, sendo que se desconhece o sexo de 200 casos.

Resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Resumo dos dados epidemiológicos de hoje créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço da AFP

Pelo menos 1.051.149 de pessoas morreram em todo o mundo devido à covid-19, desde que a doença foi descoberta, em dezembro do ano passado, na China, indicou hoje o balanço diário divulgado pela agência de notícias francesa AFP. De acordo com a mesma fonte, foram oficialmente diagnosticados 35.897.910 casos de infeção desde o início da epidemia, dos quais pelo menos 24.838.100 (70%) foram considerados curados.

A AFP sublinha que o número de casos diagnosticados só reflete, contudo, uma fração do número real de infeções. Alguns países só testam os casos graves, outros utilizam os testes sobretudo para rastreamento e muitos países pobres dispõem de limitadas capacidades de despistagem.

Nas últimas 24 horas, foram registadas 5.739 novas mortes e 340.479 novos casos foram relatados em todo o mundo.

Os países que registaram mais mortes desde quarta-feira foram a Índia, com 986 óbitos, o Brasil, com mais 819 mortos e os Estados Unidos, onde morreram mais 667 pessoas.

Os Estados Unidos são o país mais afetado quer no número de vítimas mortais, quer de infeções, com 210.918 mortes e 7.501.847 casos, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

Pelo menos 2.952.390 pessoas foram declaradas curadas neste país.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 147.494 mortes e 4.969.141 casos, a Índia, com 104.555 mortes e 6.757.131 casos, o México, com 82.348 mortes e 794.608 casos, e, em quarto lugar — primeiro na Europa – o Reino Unido Unidos, com 42.445 mortes e 530.113 casos.

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que regista o maior número de mortes em relação à sua população, com 100 óbitos por cada 100.000 habitantes, seguido pela Bélgica (87), pela Bolívia (70), por Espanha (69) e pelo Brasil (69).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau) declarou um total de 85.489 casos (sete nas últimas 24 horas), incluindo 4.634 mortos (0 nos últimos dois dias), e 80.650 recuperações.

Por regiões, a América Latina e as Caraíbas totalizavam hoje (às 12:00 em Lisboa) 360.202 mortes em 9.791.667 casos de infeção, a Europa 237.526 mortes (5.987.946 casos), os Estados Unidos e o Canadá 220.444 mortes (7.672.719 casos), a Ásia 146.871 mortes (8.762.262 casos), o Médio Oriente 48.234 mortes (2.117.212 casos), a África 36.884 mortes (1.533.959 casos) e a Oceânia 988 mortes (32.154 casos).

O balanço foi realizado a partir de dados recolhidos pelas delegações da AFP junto das autoridades nacionais competentes e de informações da Organização Mundial da Saúde.

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