Desde o início da pandemia, Portugal contabilizou 1.953 mortes associadas à COVID-19 e 73.604 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em relação a ontem, contabilizaram-se mais nove óbitos, 665 infetados e 267 recuperados. Ao todo há já 47.647 casos de recuperação em Portugal. 

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A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 252 novas infeções, e o Norte, com 246, registam 75% do total de novos casos.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 881 óbitos (+2 que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (753 +5), Centro (262 +2) e Alentejo (23 =). Pelo menos 19 (=) mortes foram registadas no Algarve. Há 15 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 635 doentes internados, mais 20 que ontem, e 89 em unidades de cuidados intensivos, mais quatro do que no sábado.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 24.004 casos ativos da infeção em Portugal - mais 389 que ontem - e 44.274 pessoas em vigilância pelas autoridades – mais 691 indivíduos.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país que regista o maior número de infeções, com 37.628 (+252), seguida da região Norte (26.407 +246), da região Centro (6.017 +70), do Algarve (1.581 +38) e do Alentejo (1.485 +55). Nos Açores, existem 267 casos confirmados (+1) e na Madeira 217 (+3).

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 1.306 (+8) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (387 +1), entre 60 e 69 anos (171 =), entre 50 e 59 anos (59 =) e 40 e 49 anos (23 =).

Os dados indicam ainda que, do total das vítimas mortais, 984 (+5) são do sexo masculino e 969 (+4) do feminino.

Idades com mais casos

A faixa etária entre os 30 e 39 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 12.114 (+110), seguida da faixa etária entre 40 e os 49 anos, com 11.986 (+93), e da faixa etária entre os 20 e os 29, com 11.799 (+116) casos.

Os dados indicam ainda que, desde o início da pandemia, houve 33.371 homens infetados e 40.233 mulheres, sendo que se desconhece o sexo de 192 casos.

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço de AFP

A pandemia de COVID-19 já causou 998.463 mortes e mais de 32.915.550 casos de infeção a nível mundial, um aumento de cerca de 5.500 mortes e quase 300.000 diagnósticos positivos em relação a sábado, avança a AFP. Os números são uma estimativa que não reflete “mais que uma fração do número real de contágios”, esclarece a agência francesa, já que há vários países com pouca capacidade de testagem.

Ainda assim, apontando para mais 5.529 mortes e 299.285 diagnósticos positivos do que no sábado, esta agência noticiosa estima que já se atingiram, a nível mundial, pelo menos 998.463 mortes e 32.915.500 casos de covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.

Segundo o balanço relativo às últimas 24 horas, os países com mais mortes são a Índia (1.124), os Estados Unidos (871) e o Brasil (869).

Os Estados Unidos são o país com mais mortes contabilizadas até agora com a covid-19, com 204.499 em 7.079.689 casos diagnosticados, num país que regista ainda 2.750.459 recuperações.

Depois dos Estados Unidos, os países mais atingidos são o Brasil, com 141.406 mortes em 4.717.991 casos, a Índia, que regista 94.503 mortes e 5.992.532 diagnósticos, o México, onde morreram 76.243 pessoas e 726.431 ficaram infetadas, e o Reino Unido, que soma 41.971 mortes e 429.277 casos.

Comparando o número de mortes com a população total, o Peru é o país mais afetado, registando 97 mortes por cada 100.000 habitantes, seguindo-se a Bélgica, com 86 mortes por 100.000 habitantes, e a Bolívia, a Espanha e o Brasil, em que esse rácio é de 67/100.000.

Na China, excluindo os territórios de Macau e Hong Kong, há 14 novos casos e nenhuma morte a registar nas últimas 24 horas, somando, desde o início do surto, 85.351 e 4.634 mortes.

A América Latina e as Caraíbas totalizam hoje 340.421 mortes face a 9.163.938 casos, a Europa 229.771 mortes e 5.249.793 casos, os Estados Unidos e o Canadá contam 213.801 mortes e 7.231.278 casos, a Ásia 134.217 mortes e 7.863.208 casos, o Médio-Oriente 44.280 mortes e 1.921.513 casos, a África 35.022 mortes e 1.454.323 casos e a Oceânia 951 mortes 31.506 casos.

O balanço foi realizado a partir de dados recolhidos pelas delegações da AFP junto das autoridades nacionais competentes e de informações da Organização Mundial de Saúde.

Devido a correções feitas pelas autoridades ou publicação tardia dos dados, os números do aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

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