A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) diz que a proibição da venda de álcool a partir das 20h00 - em vigor em todo o país desde 15 de setembro - está a provocar filas de clientes à porta de supermercados e hipermercados de todo o país. A medida em causa faz parte do conjunto de regras introduzido pelo novo estado de contingência.

Para o diretor-geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier, a proibição da venda de álcool teve um efeito inverso ao pretendido, uma vez que na última semana se tem registado um maior fluxo de clientes entre as 19h00 e 20h00 nessas superfícies. Com efeito, aumentam as concentrações de pessoas à porta das lojas.

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"Verificamos também uma afluência inusitada entre as 19h15 e as 20h00 porque as pessoas saem dos seus trabalhos e querem fazer as suas compras", disse Gonçalo Lobo Xavier em declarações à TSF.

Segundo a APED, o problema da concentração de pessoas à porta dos estabelecimentos estende-se também a estabelecimentos de venda a retalho das áreas do desporto, bricolage, eletrónica e eletrodomésticos.

No entanto, de acordo com Gonçalo Lobo Xavier, apesar da afluência à porta das lojas, as mesmas continuam vazias no seu interior.

O responsável não concorda que os espaços comerciais continuem desde março com uma limitação de 5 clientes por cada 100 metros quadrados. "Somos o país da Europa quem tem o rácio por cidadão em loja mais pequeno", lamenta àquela rádio.

Para a APED, as incoerências das medidas de contingência, em vez de evitarem aglomerações, estão a potenciar a concentração de pessoas nas lojas no final do dia de trabalho, tornando-se um risco para a saúde pública.

A APED representa um conjunto de associados, que desenvolvem a sua atividade de comércio, retalhista, grossista ou de comércio eletrónico, alimentar ou não alimentar, de venda de produtos de grande consumo, como o Continente, Pingo Doce, Lidl e Auchan, entre outros.

Veja o vídeo: Como funcionam os testes para detetar o coronavírus?

Em Portugal, morreram 1.928 pessoas dos 70.465 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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