Macau e Hong Kong continuam com fortes restrições fronteiriças, limitando as entradas e com obrigatoriedade de quarentenas, que podem ir de 14 a 28 dias, em locais designados pelas autoriadades.

Na assembleia legislativa de Hong Kong, Carrie Lam apontou que discutiu este tema com o chefe do executivo de Macau, Ho Iat Seng, durante o Fórum Boao, realizado na província de Hainão, no sul da China entre 18 e 21 de abril.

“O maior problema é que Macau tem a passagem fronteiriça praticamente aberta com o Interior da China”, acrescentou a chefe do executivo da antiga colónia britânica.

A responsável sublinhou ser necessário evitar que os residentes de Hong Kong possam ir ao interior da China através de Macau.

Estas afirmações de hoje veem no sentido oposto das declarações proferidas na segunda-feira pelas autoridades de Macau.

Na conferência de imprensa do Centro de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus em Macau, os responsáveis indicaram que o Governo de Macau não equaciona, para já, qualquer ‘bolha’ de viagem a não ser aquela já em vigor com a China continental, devido à “alta taxa de contágio” nas outras regiões.

Os dois territórios têm sido considerados casos de sucesso no combate à covid-19, contudo Macau tem conseguido controlar a propagação do vírus de forma mais eficaz do que o vizinho: O território diagnosticou o primeiro caso de covid-19 no final de janeiro de 2020, contabilizando até agora apenas 49 casos, nenhum dos quais ativo, não tendo registado nenhuma morte provocada pela covid-19.

Já em Hong Kong foram contabilizados 11748 casos, com 11.379 recuperados, e 209 mortos. Nos últimos sete dias a antiga colónia britânica registou 34 casos, mas destes apenas quatro locais.

Na segunda-feira Hong Kong anunciou a abertura de uma ‘bolha’ de viagem a partir de 26 de maio com Singapura, a partir de 26 de maio, permitindo que os seus habitantes se desloquem entre as duas cidades sem se submeterem à quarentena obrigatória para combater a covid-19.

Os dois territórios tinham anunciado anteriormente condições especiais de viagem, em novembro último, mas os planos acabaram por não se concretizar, depois de Hong Kong ter registado um aumento de infeções.

Os viajantes de Hong Kong terão de estar vacinados duas semanas antes da partida para Singapura, uma exigência que não se aplica no sentido inverso.

Os viajantes terão de ter passado os 14 dias anteriores numa das duas cidades, sendo obrigados a instalar a aplicação de rastreio de covid-19 do destino.

Ao abrigo do acordo, a bolha de viagem será suspensa caso a média de casos locais sem identificação da origem ultrapasse os cinco, nos sete dias anteriores.

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