“Introduziu-se um programa de ‘personal trainer’ à distância”, contou à agência Lusa o presidente do conselho técnico-científico do programa de Atividade Sénior, Abel Figueiredo.

Segundo o docente da Escola Superior de Educação de Viseu (ESEV), há cerca de 300 pessoas que usam o seu telemóvel ou computador para fazerem aulas através da plataforma Zoom e, para os que não têm essa possibilidade, há telefonemas regulares.

“Os técnicos continuaram a telefonar para saber qual era a atividade praticada, estimulando que em casa ela se mantivesse, para não decair complemente”, frisou.

Quinzenalmente, são realizadas mais de 1.800 chamadas e há uma dezena de aulas semanais em formato ‘online’ que potencia o contacto entre o técnico e o participante.

Segundo o também coordenador do Departamento de Ciências do Desporto e Motricidade da ESEV, através das chamadas telefónicas foi possível identificar comportamentos sedentários do quotidiano, manter o índice de atividade física e sensibilizar os participantes para escolhas mais saudáveis e ativas.

Abel Figueiredo lembrou as novas diretrizes sobre atividade física e comportamento sedentário lançadas no final do ano passado pela Organização Mundial de Saúde, que realça o facto de que todas as pessoas, em qualquer idade, podem ser fisicamente ativas e que “cada movimento conta”.

“Devemos sair das cadeiras e ir fazer jardinagem doméstica, atividades de limpeza, dançar, não ficar tanto tempo sentados”, exemplificou.

Outras dicas para combater os comportamentos sedentários são retirar as pilhas do comando da televisão, substituir sestas por passeios e caminhar enquanto se fala ao telemóvel.

Desde março do ano passado que não existem atividades presenciais do programa de Atividade Sénior e, apesar do contacto telefónico, Abel Figueiredo admitiu que “há uma perda” de participantes.

“Havia uma esteira que estava a ser conseguida a nível nacional e internacional de ter as políticas locais cada vez mais a estimular os seus idosos”, afirmou o responsável, lamentando que a pandemia tenha alterado esse rumo.

Nesse âmbito, Abel Figueiredo apelou aos idosos que não se desliguem dos programas em que estavam inseridos antes da pandemia e, quem nunca participou, se informe como podem aceder a eles, porque “há várias possibilidades, mesmo que seja por telefone”.

Em 2019, a 13.ª edição do programa Atividade Sénior de Viseu terminou com mais de 2.611 participantes inscritos, integrados em 116 grupos, distribuídos pelas 25 freguesias do concelho e 68 promotores locais, numa rede que envolvia 104 instituições na sua organização.

A 14ª edição foi iniciada com o compromisso de melhorar a qualidade de vida dos participantes mas, com o fecho da atividade em março de 2020, o programa foi reorganizado de forma a levar a atividade física até à sua casa.

A importância da atividade física vai ser abordada a partir de sábado, no quinto Congresso de Envelhecimento Ativo organizado pelo município de Viseu, em parceria com a ESEV e o Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões, através da plataforma Zoom.

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