Dos 450 doentes que precisaram de internamento em cuidados intensivos, meia centena necessitou de ECMO, um dispositivo de circulação extracorporal que permite substituir temporariamente a função do coração e dos pulmões.

Segundo o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), foram “os números mais altos da região de Lisboa e dos mais elevados de todo o país”.

Nas últimas semanas, o centro hospitalar teve oito unidades de cuidados intensivos exclusivamente dedicadas a doentes Covid, das quais cinco são novas, num total de 69 camas, adianta o Centro Hospitalar numa nota enviada à agência Lusa, no dia em que se assinala um ano do aparecimento dos primeiros dois casos de covid-19 em Portugal.

“Este plano começa agora a ser reconvertido de forma faseada à atividade não-covid, que já retomou as cirurgias prioritárias e recomeça esta semana a cirurgia de ambulatório”, salienta.

No balanço de um ano de pandemia, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte adianta que a urgência dedicada a doenças respiratórias atendeu cerca de 31 mil doentes no último ano, mais de metade dos quais (55%) provenientes de fora da área de referência do CHULN.

“A urgência do Hospital de Santa Maria não encerrou um único dia e deu resposta a doentes suspeitos de covid da Área Metropolitana de Lisboa e da região Oeste, mas também a utentes com origem em Leiria, Santarém, Alentejo ou no Algarve”, salienta.

Perto de um terço (29%) dos atendimentos resultaram de encaminhamentos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

“A taxa de positividade na urgência covid do CHULN foi de 13%, enquanto 75% dos doentes testaram negativo para o Sars-Cov-2. Onze por cento dos doentes não necessitaram de realizar teste e apenas 1% dos casos foram inconclusivos”, revela o centro hospitalar, que engloba os hospitais Santa Maria e Pulido Valente.

No total, o laboratório de Patologia Clínica do CHULN realizou mais de 155 mil testes de rastreio à covid, a maioria em contexto de urgência, mas também a doentes das consultas externas e do exterior. O serviço prestou ainda apoio a outros hospitais e lares da região Sul.

Do total de testes realizados, cerca de 10 mil foram efetuados a profissionais do Centro Hospitalar, que já vacinou cerca de 5.000 mil profissionais, 4.500 dos quais já com as duas doses.

Segundo o CHULN, “a taxa de infeção entre profissionais caiu 95% nas últimas semanas”.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.539.505 mortos no mundo, resultantes de mais de 114,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.389 pessoas dos 805.647 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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