“Estão com uma elevada pressão assistencial e tiveram que cancelar já grande parte daquilo que é a sua atividade programada”, declarou Marta Temido na conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia.

A ministra referiu que no norte do país há mais cancelamentos, mas que hospitais da zona de Lisboa e Vale do Tejo também suspenderam atividade programada não urgente.

“Esta tem sido uma gestão diária”, indicou, considerando que “os hospitais têm estado a tomar essas decisões de forma muito adequada e muito em função do que é a efetiva necessidade regional e local".

Há hospitais do Serviço Nacional de Saúde que “felizmente, têm uma situação epidemiológica bastante controlada e não estão a cancelar atividade ou a suspendê-la”, referiu.

Desde o início da pandemia, os cuidados aos doentes melhoraram e “as demoras médias de internamento por covid-19 são mais baixas, o que permite um conjunto de outras opções que são feitas na governação clínica de cada instituição”.

Marta Temido afirmou que a tutela continua a tentar “garantir todos os dias a ampliação da capacidade de resposta” dos hospitais públicos à covid-19.

“Vamos abrir 28 camas de cuidados intensivos no centro hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho até ao final do mês, no início do mês que vem vamos abrir camas de cuidados intensivos no hospital Fernando da Fonseca [Amadora] e até ao fim do ano no hospital Espírito Santo, de Évora, e, esperamos, em outros hospitais do país”, enumerou.

A ministra referiu que “muitos hospitais do SNS estão a enviar doentes não-covid para outros setores” e que na próxima semana serão anunciados mais programas de colaboração para atender doentes com covid e não-covid.

Na região Norte, estão já disponíveis 45 camas para doentes com covid-19 na Fundação Ensino e Cultura Fernando Pessoa, 40 no Hospital das Forças Armadas, oito no hospital CUF Porto e a Administração Regional de Saúde do Porto está a fechar acordos com o grupo Trofa para mais 20 camas e mais 80 na Santa Casa da Misericórdia de Póvoa de Lanhoso.

O ministério fez também acordos com 19 misericórdias do Norte para atenderem doentes que não têm covid-19 no valor de 33 milhões de euros e está a fazer protocolos com instituições da zona de Lisboa e Vale do Tejo, indicou.

Marta Temido referiu que “a desprogramação de atividade” se passa em todos os países europeus.

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