Em declarações à Lusa à margem da apresentação da campanha “Dê Sangue – Ajude a Vida a Vencer”, do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), o governante reconheceu o atraso que afetou consultas, cirurgias, cuidados primários e cuidados diferenciados de saúde, mas notou que o executivo e os profissionais do setor estão a trabalhar intensamente para uma normalização da assistência.

“Temos metas e estamos a cumpri-las e até a acelerar este processo. Isso vai ser muito importante, porque, muitas patologias, nomeadamente diabetes, hipertensão e outras patologias crónicas, tiveram durante este período uma fase menos boa, mas queremos recuperar rapidamente estas consultas e estas cirurgias e é esse esforço que estamos a fazer. Estamos até a acelerar substancialmente acima daquilo que tínhamos previsto”, afirmou.

Questionado sobre uma eventual recuperação plena da atividade assistencial que foi afetada pela pandemia até ao final de 2020, António Lacerda Sales reiterou a “incerteza” nas projeções, face à possibilidade de uma segunda vaga da doença no segundo semestre do ano, mas manifestou algum otimismo.

“Se tivéssemos um bom período e de maior acalmia, obviamente que sim, seria expectável [a recuperação total da atividade assistencial]. Agora, não sabemos se iremos ter uma segunda onda, e se tivermos uma segunda onda tudo poderá ser diferente. Acreditamos que se tivermos uma maior estabilidade conseguiremos recuperar este tempo que perdemos de atividade assistencial durante a pandemia”, explicou.

Paralelamente, o secretário de Estado da Saúde associou a retoma da atividade assistencial no SNS aos números das dádivas de sangue, que, no primeiro semestre de 2020, se traduziram numa quebra de apenas 7% face ao período homólogo do ano anterior, de acordo com os dados apresentados pelo IPST.

“Com os meses de pandemia estávamos até a pensar que poderia ser um número muito superior”, começou por admitir Lacerda Sales, acrescentando: “É devido aos dadores e ao trabalho feito pelo IPST e pelos profissionais de saúde que, de facto, se conseguiu obter essa recuperação nos meses subsequentes e que vai ser muito importante para as dádivas normais e convencionais, mas também para a recuperação da atividade assistencial programada”.

A criação de um grupo de peritos – que reúne elementos do IPST, da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Ricardo Jorge - para o acompanhamento da investigação do plasma de doentes recuperados de covid-19, segundo o despacho publicado em Diário da República na passada terça-feira, foi também destacada pelo governante, apesar de ter rejeitado “pressa” na apresentação de resultados.

“Este trabalho do IPST, em associação com o Instituto de Medicina Molecular, é muito importante para a pesquisa de anticorpos neutralizantes, que é fundamental para que se possa dar conclusão a este trabalho. Acreditamos que este trabalho possa ter resultados do ponto de vista prático para doentes de covid-19 que necessitem deste plasma”, frisou, concluindo: “Acredito que nos próximos meses teremos resultados interessantes sobre esta matéria”.

Portugal contabiliza pelo menos 1.705 mortos associados à covid-19 em 49.379 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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