Djokovic chegou a Melbourne a 05 de janeiro com uma isenção médica que lhe permitiria jogar no Open da Austrália sem ser vacinado contra a covid-19, mas o visto foi posteriormente cancelado pelas autoridades alfandegárias.

O sérvio foi detido até à decisão judicial de segunda-feira, então a seu favor, mas o Governo australiano voltou a cancelar o visto.

A decisão foi tomada “por razões de saúde e ordem pública”, disse o ministro em comunicado.

Isto significa que, a confirmar-se a deportação, o tenista pode ficar proibido de entrar no país durante três anos.

Djokovic, que pretendia atingir o recorde de 21 títulos em torneios de Grand Slam caso ganhasse o Open da Austrália, admitiu esta semana ter prestado falsas declarações à entrada da Austrália.

Espera-se que os advogados do sérvio, de 34 anos, recorram da decisão em tribunal.

Para além de erros e inconsistências na declaração de Djokovic para entrar na Austrália, soma-se a violação das diretrizes de isolamento face à covid-19 na Sérvia.

Djokovic tinha declarado que não tinha viajado nos 14 dias anteriores, mas na realidade tinha viajado da Sérvia para Espanha, enquanto no seu país natal deu uma entrevista a um meio de comunicação social francês sabendo que testara positivo à covid-19.

Na quarta-feira, Djokovic foi incluído no sorteio do Open da Austrália, que começa na segunda-feira, e deveria jogar a sua primeira partida contra o compatriota Miomir Kecmanovic.

“O Governo (…) está firmemente empenhado em proteger as fronteiras da Austrália, especialmente em relação à pandemia de covid-19”, disse Hawke ao justificar a medida adotada após o tribunal ter ordenado a libertação do jogador de ténis na segunda-feira.

O tribunal considerou que o cancelamento do visto de Djokovic poucas horas após a sua chegada ao país, que levou à sua detenção, não respeitou a “justiça processual” do número um mundial, que procura ganhar o seu 10.º título do Open da Austrália e tornar-se o jogador de ténis mais bem sucedido da história com 21 torneios de Grand Slam.

A Austrália, que tem eleições este ano, está a lutar contra um pico nos casos de covid-19, que passaram de menos de 2.000 por dia em dezembro para cerca de 150.000 esta semana.

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