A mesma fonte sublinhou que o este número de infetados, apurado às 11:00 de hoje, se refere à generalidade do foco e não apenas a pessoas que operavam na fábrica.

A ARS-Norte continua a desenvolver ações no local, em articulação com o delegado de saúde de Vila do Conde/Póvoa de Varzim, e, segundo informou a presidente da câmara municipal vila-condense, está já em curso um número alargado de testes.

"A empresa ainda continua a laborar, mas as autoridades de saúde já hoje de manhã fizeram uma vistoria às instalações. Pelo que sei, vão alargar o leque de testes a todos os funcionários e ramificações familiares", partilhou Elisa Ferraz.

A autarca partilhou que o foco de infeção na empresa surgiu através "de um familiar de uma funcionária que veio do estrangeiro com COVID-19 e iniciou a cadeia de contágio", apelando ao Governo para aumentar o controlo sanitário a quem entra em Portugal.

"Temos de continuar atentos. Esta é prova de que o vírus não foi embora. Deixo um alerta às entidades governamentais, e à população em geral, que tenham cuidado com esta questão de quem chega do estrangeiro. É preciso que a economia continue e funcionar, sobretudo nesta altura de verão com o turismo, mas é preciso muita atenção no controlo sanitário nos aeroportos e fronteiras", vincou Elisa Ferraz.

A presidente da câmara vila-condense partilhou, ainda, que a delegação de saúde local está a atuar num infantário da Póvoa de Varzim, na freguesia da Aver-o-Mar, frequentado por um dos filhos de uma funcionária infetada da empresa.

A fábrica de conservas Gencoal, situada em Caxinas, emprega 170 pessoas, tanto residentes em Vila do Conde como na cidade vizinha da Póvoa de Varzim, e tem a sua atividade vocacionada para a produção e exportação de conservas de sardinha, cavala e salmão.

Os proprietários da empresa são italianos e já estão em Portugal a acompanhar a situação, tendo esta tarde uma reunião agendada na Câmara Vila do Conde. A autarquia vai, posteriormente, reunir o seu Conselho de Segurança Municipal.

A pandemia de COVID-19 já provocou mais de 516 mil mortos, incluindo 1.579 em Portugal.