Em comunicado, o departamento de saúde informa que "assegurou mais de 500 mil ciclos de tratamento do medicamento para hospitais americanos até setembro", o que equivale a "100% da produção prevista da Gilead para julho (94.200 ciclos), 90% da produção em agosto (174.900 ciclos) e 90% da produção em setembro (232.800 ciclos), além de uma verba para ensaios clínicos".

Num ciclo de tratamento são utilizadas em média 6,25 ampolas de remdesivir, acrescenta o departamento de serviços de saúde e humanos (HHS, na sigla em inglês).

"O Presidente [Donald] Trump conseguiu um acordo espantoso para assegurar que os americanos tenham acesso à primeira terapêutica autorizada para a covid-19", disse o secretário do HHS Alex Azar. "Na medida do possível, queremos assegurar que qualquer paciente americano que precise de remdesivir possa obtê-lo", acrescentou.

A antecipação norte-americana significa que, nos próximos três meses, nenhum outro país terá acesso a este medicamento antiviral, cuja utilização foi recentemente recomendada pela Agência Europeia do Medicamento para adultos e jovens com mais de 12 anos que sofram ainda de pneumonia e necessitem de receber oxigénio.

O medicamento já é utilizado em Portugal, sob condições estritas, e a Comissão Europeia poderá aprovar a recomendação da agência esta semana.

A pandemia do novo coronavirus já provocou quase 507 mil mortos e infetou mais de 10,37 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (126.512) e mais casos de infeção confirmados (mais de 2,61 milhões).

Seguem-se Brasil (59.594 mortes, mais de 1,40 milhões de casos), Reino Unido (43.730 mortos, mais de 312.500 casos), Itália (34.767 mortos e mais de 240 mil casos), França (29.843 mortos, mais de 201 mil casos) e Espanha (28.355 mortos, mais de 249 mil casos).

A Rússia, que contabiliza 9.306 mortos, é o terceiro país do mundo em número de infetados, depois dos EUA e do Brasil, com mais de 646 mil, seguindo-se a Índia, com mais de 566 mil casos e 16.893 mortos.

Em Portugal, morreram 1.576 pessoas das 42.141 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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