A queixa civil, apresentada pelo procurador republicano do estado Eric Schmitt, é dirigida contra o Governo, o Partido Comunista Chinês (PCC), assim como outros responsáveis e instituições do país asiático.

Estes são acusados de terem “escondido informações cruciais” no início da epidemia, da detenção de denunciantes e de terem negado a natureza altamente contagiosa do novo coronavírus.

Pelo menos um médico foi repreendido pela polícia chinesa em Wuhan (centro), a cidade epicentro da covid-19, por ter alertado colegas para a propagação de um patógeno semelhante ao SARS quando ainda não era conhecida a natureza do vírus.

Mas, segundo informações da agência France-Presse, nenhum denunciante terá sido “detido”.

Segundo Eric Schmitt, as dissimulações de que acusa a China geraram “uma pandemia mundial inútil e evitável” que causou mortos e consequências económicas significativas, com perdas de pelo menos vários milhares de milhões de dólares no Missouri, de acordo com documentos legais.

O Missouri reivindica uma indemnização sem precisar os valores.

O presidente norte-americano, Donald Trump, já fez acusações semelhantes e considera, sem apresentar provas, que a China esconde o verdadeiro balanço da epidemia no país, o que é desmentido por Pequim.

“Esta designada queixa, que não se baseia em qualquer facto ou prova, é completamente absurda”, reagiu hoje Geng Shuang, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, sublinhando que as medidas tomadas pela China “estão fora da jurisdição dos tribunais norte-americanos”.

“Desde o início da epidemia, o governo chinês demonstrou constantemente abertura, transparência e sentido de responsabilidade”, declarou na sua habitual conferência de imprensa.

Mais de 5.800 pessoas foram contagiadas no Missouri, que regista pelo menos 177 mortos, segundo as autoridades locais.

Em todo o mundo, mais de 2,5 milhões de pessoas foram infetadas e mais de 174.000 morreram devido à covid-19.

Segundo Eric Schmitt, as primeiras transmissões do novo coronavírus entre humanos ocorreram no início de dezembro em Wuhan, acusando Pequim de ter deixado o patógeno espalhar-se antes de tomar as medidas necessárias.

Em sua defesa, os investigadores chineses, com o apoio de um estudo, afirmam não ter podido determinar durante janeiro que o vírus se podia transmitir entre humanos.

Pequim já tinha rejeitado na segunda-feira um pedido de uma investigação independente ao modo como a situação do vírus foi gerida pelas autoridades chinesas, feito pela chefe da diplomacia da Austrália, Marise Payne.

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