“Vamos abrir oficialmente uns dias mais tarde para que sejam garantidos todos os parâmetros de segurança. Para nós, isso é essencial”, afirmou à agência Lusa a vereadora com o pelouro do Ambiente na Câmara Municipal de Oeiras (distrito de Lisboa), Joana Batista.

Oficialmente, a época balnear em Portugal tem início em 06 de junho.

Relativamente às medidas a implementar nas seis praias do concelho de Oeiras, devido ao surto da COVID-19, Joana Batista destacou uma reorganização dos espaços do areal e um reforço da higienização.

Os equipamentos de apoio, passadiços e equipamentos de deposição de resíduos terão uma limpeza e desinfeção diária, e as instalações sanitárias serão limpas seis vezes por dia.

Outra alteração prevista é a colocação de torniquetes virtuais e de um sistema de semáforos, que avisará em tempo real, e através de uma aplicação no telemóvel, do nível de lotação do areal.

“Quando chegarem, os banhistas terão à sua disposição painéis informativos, com a planta da praia e as novas regras de utilização”, explicou a autarca.

Joana Batista referiu, ainda, que a Câmara de Oeiras vai apoiar este ano os concessionários, suportando as despesas salariais dos 22 nadadores-salvadores.

Apesar destas alterações, a autarquia ressalva que irá manter na praia de Santo Amaro o projeto “Praia Acessível”, nos meses de julho e agosto, permitindo às pessoas com mobilidade condicionada que “possam continuar a tomar banhos de mar em segurança”.

Como grande desafio, a vereadora do Ambiente destacou a fiscalização das praias e do cumprimento das regras de segurança, que ficará a cargo da Polícia de Segurança Pública (PSP), da Polícia Marítima e da Polícia Municipal.

No total, a Câmara de Oeiras estima um investimento superior a 400 mil euros nas medidas implementadas.

Segundo a capacidade potencial de ocupação das praias, divulgada na quarta-feira pela Agência Portuguesa do Ambiente, no concelho de Oeiras a praia de Santa Amaro é a que apresenta o valor mais alto, com 4.100 utentes, seguindo-se a da Torre (2.400), de Caxias (1.700) e de Paço de Arcos (1.000).

De acordo com o plano de desconfinamento divulgado pelo Governo, durante a época balnear, os utentes das praias devem assegurar um distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos e afastamento de três metros entre chapéus de sol, toldos ou colmos, a partir de 06 de junho.

No areal das praias estão interditas atividades desportivas com duas ou mais pessoas, exceto atividades náuticas, aulas de surf e desportos similares.

Nos toldos, colmos e barracas de praia, em regra, cada pessoa ou grupo só pode alugar de manhã (até às 13:30) ou tarde (a partir das 14:00)", com o máximo de cinco utentes.

Ao contrário de anos anteriores em que a época balnear arrancava em 01 de junho, este ano começa em "06 de junho", devido à situação de pandemia da COVID-19.

Relativamente ao estado de ocupação das praias, vai existir “sinalética tipo semáforo”, em que a cor verde indica ocupação baixa (1/3), amarelo é ocupação elevada (2/3) e vermelho quer dizer ocupação plena (3/3).

Segundo o Governo, a informação sobre o estado de ocupação das praias vai ser “atualizada de forma contínua, em tempo real”, designadamente na aplicação ‘Info praia’ e no sítio na internet da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Portugal contabiliza 1.369 mortos associados à COVID-19 em 31.596 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.

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