Os Emirados Árabes Unidos, que reúnem sete emirados, incluindo Dubai e Abu Dhabi, testaram a vacina desenvolvida pela Sinopharm, a partir do início de setembro, em 31.000 voluntários de 125 países diferentes e idades entre 18 e 60 anos.

“A análise não revelou nada que suscite uma preocupação séria com a segurança”, apontou o comunicado difundido pelo Ministério da Saúde e Prevenção dos Emirados Árabes Unidos, sem detalhar se algum dos participantes sofreu efeitos colaterais.

Não é claro se os resultados incluíam apenas participantes dos testes nos Emirados Árabes Unidos ou se também incluíam resultados da China e de outros países.

No mesmo comunicado é referido que a vacina recebeu “registo oficial”, sem detalhar o que isso significa.

A vacina da Sinopharm foi aprovada para uso de emergência em alguns países e a empresa ainda está a realizar testes clínicos realizados em 10 países.

Marrocos está a preparar um ambicioso programa de vacinação, com o objetivo de vacinar 80% da sua população adulta, em colaboração com a Sinopharm.

A vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa consiste numa injeção do vírus ou bactéria no corpo para que o sistema imunológico identifique a ameaça e crie defesas, um método usado em várias outras vacinas.

As principais concorrentes ocidentais, como a Pfizer e BioNTech, usam uma tecnologia mais avançada.

Em vez de injetar um vírus ou parte dele, a ideia é fazer o corpo produzir a proteína do vírus. Os cientistas identificam a parte do código genético viral que carrega as instruções para a fabricação dessa proteína e injetam-na no corpo. Uma vez absorvidas pelas células, esta funciona como um manual de instruções para a produção da proteína do vírus. A célula fabrica essa proteína e exibi-a na sua superfície ou liberta-a na corrente sanguínea, o que alerta o sistema imune.

Autoridades importantes dos Emirados Árabes Unidos, incluindo o governante de Dubai, o xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum, receberam publicamente as vacinas, como parte dos testes.

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