Portugal regista esta quinta-feira mais 749 casos de COVID-19 e sete óbitos associado à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 17.975 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.069.279 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 626 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.020.693 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 36,8% dos diagnósticos.

COVID-19: Vacina de reforço tem efeitos secundários semelhantes aos da segunda dose
COVID-19: Vacina de reforço tem efeitos secundários semelhantes aos da segunda dose
Ver artigo

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.674 (+1), seguida do Norte com 5.555 óbitos (+2), Centro (3.145, +3) e Alentejo (1.024, =). Pelo menos 463 (+1) mortos foram registados no Algarve. Há 42 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 72 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos descem

Em todo o território nacional, há 366 doentes internados, menos 20 do que ontem, e 66 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos dois do que o dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 30.611 casos ativos da infeção em Portugal — mais 116 do que ontem — e 27.353 pessoas em vigilância pelas autoridades — menos 88 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 413.548 (+276), seguida da região Norte (410.235 +214), da região Centro (142.850, +121), do Alentejo (38.862, +41) e do Algarve (42.668, +69). Nos Açores existem 8.850 casos contabilizados (+10) e na Madeira 12.266 (+18).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 105,6 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 0,87, superior ao valor registado há dois dias.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 0,87. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Matriz de risco da DGS
Matriz de risco da DGS
COVID-19: 'Task Force' vai contactar “pessoa a pessoa” quem ainda não foi receber a 2.ª dose
COVID-19: 'Task Force' vai contactar “pessoa a pessoa” quem ainda não foi receber a 2.ª dose
Ver artigo

Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.724 registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.849), entre 60 e 69 anos (1.639) entre 50 e 59 anos (522), 40 e 49 anos (177) e entre 30 e 39 anos (46). Há ainda 13 mortes registadas entre os 20 e os 29 anos, duas entre os 10 e os 19 anos e três entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.428 são do sexo masculino e 8.547 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 174.087 (+75) infeções, seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 171.787 (+105), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 157.656 (+109). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 146.133 (+95) infeções reportadas. A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 114.964 (+85) e entre os 60 e os 69 anos soma 99.075 (+63).

Desde o início da pandemia, houve 494.011 homens infetados e 574.538 mulheres, sendo que se desconhece o género de 730 pessoas.

Vídeo - O que acontece ao SARS-CoV-2 quando entra em contacto com o sabão?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 4.771.320 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China, segundo o balanço diário da agência France-Press. Mais de 233.239.040 pessoas foram infetadas pelo novo coronavírus em todo o mundo, segundo o balanço, feito hoje com base em fontes oficiais.

Na quarta-feira, registaram-se 9.763 mortes e 491.301 novas infeções, segundo os números coligidos e divulgados pela agência. Os países que registaram mais mortes nesse dia foram os Estados Unidos (2.543), Rússia (867) e Brasil (676).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado, tanto em número de mortes como de infeções, com um total de 695.116 mortes e 43.349.448 casos, segundo os dados da universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 596.122 mortes e 21.399.546 casos, a Índia, com 448.062 mortes (33.739.980 casos), o México, com 276.973 mortes (3.655.395 casos) e a Rússia, com 207.255 mortos (7.511.026 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 605 mortes por cada 100.000 habitantes, seguido pela Bósnia (322), Macedónia do Norte (319), Hungria (312), Montenegro (306) e Bulgária (298).

Em termos de regiões do mundo, América Latina e Caraíbas totalizaram 1.488.310 mortes para 44.897.739 casos, Europa 1.310.047 mortes (67.686.268 casos), Ásia 839.029 mortes (53.870.005 casos), Estados Unidos e Canadá 722.887 mortes (44.966.680 casos), África 210.361 mortes (8.291.809 casos), Médio Oriente 198.528 mortes (13.349.108 casos) e Oceânia 2.158 mortes (177.438 casos).

Gostava de receber mais informações sobre este tema? Subscreva a nossa newsletter e as nossas notificações para que nada lhe passe ao lado.

Veja ainda: Estes são os 12 vírus mais letais do mundo

Um bocadinho de gossip por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.

Subscreva a newsletter do SAPO Lifestyle.

Os temas mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Lifestyle.

Não perca as últimas tendências!

Siga o SAPO nas redes sociais. Use a #SAPOlifestyle nas suas publicações.