Desde o início da pandemia, Portugal contabilizou 1.977 mortes associadas à COVID-19 e 76.396 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em relação a ontem, contabilizaram-se mais seis óbitos, 854 infetados e 407 recuperados. Ao todo há já 48.937 casos de recuperação em Portugal.

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A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 415 novas infeções, e o Norte, com 340, representam 88,4% do total de novos casos hoje em Portugal.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 887 óbitos (+1 do que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (770 +5), Centro (263 =) e Alentejo (23 =). Pelo menos 19 (=) mortes foram registadas no Algarve. Há 15 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 682 doentes internados, mais 16 que ontem, e 107 em unidades de cuidados intensivos, mais dois do que na quarta-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 25.482 casos ativos da infeção em Portugal - mais 441 que ontem - e 45.184 pessoas em vigilância pelas autoridades – mais 426 indivíduos.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país que regista o maior número de infeções, com 39.107 (+415), seguida da região Norte (27.369 +340), da região Centro (6.212 +54), do Algarve (1.693 +28) e do Alentejo (1.510 +10). Nos Açores, existem 275 casos confirmados (+1) e na Madeira 230 (+6).

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 1.324 (+3) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (391 +2), entre 60 e 69 anos (172 =), entre 50 e 59 anos (60 +1) e 40 e 49 anos (23).

Os dados indicam ainda que, do total das vítimas mortais, 990 (+2) são do sexo masculino e 987 (+4) do feminino.

Idades com mais casos

A faixa etária entre os 30 e 39 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 12.562 (+120), seguida da faixa etária entre 40 e os 49 anos, com 12.435 (+147), e da faixa etária entre os 20 e os 29, com 12.241 (+126) casos.

Os dados indicam ainda que, desde o início da pandemia, houve 34.665 homens infetados e 41.731 mulheres, sendo que se desconhece o sexo de 197 casos.

Resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Resumo dos dados epidemiológicos de hoje créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço de AFP

Pelo menos 34.041.560 pessoas foram infetadas em todo o mundo com o novo coronavírus desde que este foi descoberto em dezembro na China, indica um balanço às 11:00 TMG (12:00 em Lisboa) da agência France-Presse.

O número de mortos no mesmo período foi de 1.018.634 e pelo menos 23.506.700 pessoas são consideradas curadas, segundo a AFP.

Nas últimas 24 horas registaram-se 6.206 mortos e 304.965 novos casos de covid-19. Os países que registaram mais mortes no último dia foram a Índia (1.181), o Brasil (1.031) e os Estados Unidos (964).

Os Estados Unidos são o país mais afetado, tanto em número de mortos como de casos, com um total de 206.959 mortos entre 7.233.946 casos, segundo o balanço da universidade Johns Hopkins. Pelo menos 2.840.688 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais enlutados são o Brasil com 143.952 mortos em 4.810.935 casos, a Índia com 98.678 mortos (6.312.584 casos), o México com 77.646 mortes (743.216 infetados) e o Reino Unido com 42.143 mortes (453.264 casos).

Entre os países mais afetados, o Peru é o que conta com mais mortos em relação à sua população, 98 por cada 100.000 habitantes, seguido da Bélgica (86), Bolívia (68), Espanha (68) e Brasil (68).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau) declarou um total de 85.414 casos (11 nas últimas 24 horas), incluindo 4.634 mortos (0 no último dia), e 80.594 curas.

A América Latina e as Caraíbas totalizavam hoje às 11:00 TMG 347.352 mortos em 9.296.131 casos, a Europa 232.787 mortes (5.507.924 infetados), os Estados Unidos e o Canadá 216.291 mortos (7.392.371 casos), a Ásia 139.461 mortos (8.232.962 infetados), o Médio Oriente 45.908 mortes (1.996.984 casos), África 35.862 mortos (1.483.481 casos) e a Oceânia 973 mortos (31.712 infetados).

O número de casos diagnosticados só reflete, contudo, uma fração do número real de infeções. Alguns países só testam os casos graves, outros utilizam os testes sobretudo para rastreamento e muitos países pobres dispõem de limitadas capacidades de despistagem.

O balanço foi realizado a partir de dados recolhidos pelas delegações da AFP junto das autoridades nacionais competentes e de informações da Organização Mundial de Saúde.

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